domingo, 8 de janeiro de 2017

Síndrome da BEXIGA HIPERATIVA pode ter relação com DEPRESSÃO

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A bexiga hiperativa é um síndrome que se caracteriza pelos seguintes sintomas: urgência urinária, que pode vir acompanhada ou não de incontinência urinária, aumento da frequência das micções ao longo do dia e necessidade de levantar à noite para urinar várias vezes.

Um estudo realizado pela Unicamp (Universidade de Campinas) com 274 mulheres associou a chamada Síndrome da Bexiga Hiperativa, doença caracterizada pela necessidade excessiva de urinar, a quadros de depressão e ansiedade. 

A pesquisa foi desenvolvida junto a mulheres com sintomas de bexiga hiperativa, mas sem diagnóstico prévio de depressão e ansiedade. Das pessoas estudadas, 59,8% (163 mulheres) tinham depressão grave ou moderada e 62,4% (211 mulheres) apresentaram sinais de ansiedade grave e moderada. 

“A abordagem dos aspectos psicológicos é importante no tratamento dos sintomas urinários, mas, muitas vezes, acaba sendo deixada de lado pelos profissionais da saúde. Escutar as queixas das mulheres, aprofundando o conhecimento de suas vivências, pode permitir uma melhor compreensão sobre o problema”, afirmou a autora do trabalho, a terapeuta sexual Iane Glauce Ribeiro Melotti. 

Segundo a autora, os resultados apontam para a necessidade de uma abordagem integral para a saúde das mulheres. No entanto, ressaltou Iane, não é possível afimar se a depressão e a ansiedade seriam causas ou consequências da bexiga hiperativa em mulheres. De acordo com a pesquisadora, o trabalho apontou, exclusivamente, uma significativa correlação entre a síndrome e a intensidade dos transtornos mentais. 

Outro resultado apontado pelo estudo foi que a noctúria, marcada pela necessidade de levantar durante a noite para urinar, foi um dos sintomas da Síndrome da Bexiga Hiperativa que mais se relacionou com a depressão e ansiedade grave. A chamada incontinência de urgência, perda involuntária da urina com sintomas de urgência, também foi outra manifestação da bexiga hiperativa relacionada aos quadros mais graves dos dois transtornos mentais.

QUALIDADE DE VIDA

 “Esse tipo de problema afeta a qualidade de vida das mulheres. Em alguns casos, elas deixam de trabalhar, de sair ou fazer uma viagem, por exemplo. Quanto mais graves e intensos os sintomas, mais a qualidade de vida da mulher é afetada”, completou. As participantes do estudo foram atendidas no ambulatório de Urologia Feminina do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp e no ambulatório de Ginecologia Geral do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), entre março de 2012 e março de 2015.

A pesquisa apontou, ainda, que a ocorrência da síndrome independe do nível social, econômico, educacional e da faixa etária. “A bexiga hiperativa é uma síndrome altamente prevalecente na população feminina, muito mais do que em homens. Atinge mulheres jovens, adultas e idosas. No Brasil há estudos mostrando uma prevalência em 18,9% das mulheres. Mas é uma doença subdiagnosticada, ou seja, muitas mulheres não procuram tratamento, por preconceito ou por acreditarem ser um processo normal e natural do organismo”, explicou Iane. 

Estima-se que, no Brasil, metade das mulheres que sofrem com a síndrome não busca tratamento adequado para o problema. Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode envolver tanto o uso de medicamentos, exercícios fiioterápicos, cirurgia e terapia comportamental.

Fonte: http://liberal.com.br