sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"Cuidado, nosso chopp contém hormônios femininos, quanto mais se bebe, mais besteira se fala".

Mulheres fazem protesto contra 
o machismo em bar de Maceió

Frase que motivou o protesto foi trocada por mensagem de paz (Foto: Vitória de Alencar/G1)
Dezenas de pessoas protestaram, na noite de quinta-feira (5), pelo fim da cultura machista na avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, no bairro de Jatiúca, em Maceió. A concentração aconteceu no início da avenida e teve fim em frente a um bar que estampava até dias atrás na parede uma frase considerada machista.

O protesto surgiu após a reclamação de uma cliente do bar que fez uma postagem nas redes sociais sobre a frase machista que estava estampada em uma parede do estabelecimento: "Cuidado, nosso chopp contém hormônios femininos, quanto mais se bebe, mais besteira se fala".

Sem resposta diante da reclamação, o comentário da cliente ganhou repercussão e motivou a mobilização.

A jornalista Lenilda Luna, organizadora do evento, diz que o protesto não é contra o bar, mas sim contra a naturalização de frases e ideias que denigrem as mulheres.

"A frase machista foi a motivação, mas não é só por ela. Existem vários relatos de mulheres que passaram por situações constrangedoras em bares de Maceió. Portanto, esse ato não é contra o bar, mas sim, contra a naturalização dessa cultura machista", explica a jornalista.

Mensagem apagada

Ao chegarem no local, foi constatada que a frase que motivou o protesto foi trocada por uma mensagem de paz e o telefone do disque-denúncia contra violência contra a mulher.

A turista Vânia Pitanga, que está visitando Maceió e presenciou o protesto em frente ao bar apoio a mobilização. "Achei muito interessante os folhetos e adesivos distribuídos. Acho que a luta contra o machismo é válida e tem que ser feita todo dia".

O gerente do estabelecimento comercial, Marcos Nunes, disse que a frase estampada no bar foi mal interpretada. "Foi uma frase mal interpretada, o bar não tem posicionamento machista nem feminista. A casa tem nome, logo, cadeiras, tudo pensado nas mulheres. Nós atendemos qualquer pessoa, sem preconceito".

Fonte: http://g1.globo.com/al/alagoas/