sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

... ] E o seu milagre ?

Estamos nos últimos dias do ano de 2016. Foi um ano cheinho de desafios. Acredito que muitos de nós fomos testados de muitas formas. Em casa tive os problemas comuns de uma família que já comporta três gerações. Não imagino família sem problemas, mas famílias que não desejam expor seus problemas. Normal! Essa exposição não é necessária. Necessário mesmo é a paciência, a determinação, a coragem, a fé e o amor que precisam  ser despertados em todos nesse processo de crescimento e amadurecimento familiar. Tarefa nada fácil! Certa de que sozinha não conseguiria alcançar os milagres desejados fiz da oração o meu grito de socorro em todos os momentos de dificuldades. Assim, "na minha angústia invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos" (Salmos 18:6). Pronto! Orei e não sofri desapontamento algum. Um, dois, três, quatro... foram tantos os milagres que perdi as contas. Mas os votos de fé renovei todas as quarta-feiras na Missa da Misericórdia, na Igreja da SS Trindade. Diferentemente de anos anteriores não reclamei de nada e a tudo e a todos vi como possibilidade de aprendizado, também de felicidade. Procurei ao máximo compreender a importância das diferenças e da melhor forma tentei com elas conviver. Difícil, bem difícil, muito difícil! Conquistas materiais não me recordo de ter havido, mas espiritualmente enriqueci; fiquei milionária! Mais serena e equilibrada, feliz em qualquer circunstância, percebi calmamente a ação dos invejosos e deles me desviei sem qualquer alarde. Gentinha pequena! Amigos novos a gente sempre faz! Mas as perdas no face foram várias! Porque essas também contam. Penso que não gostaram do eu escrevi ou compartilhei. Felicidade mesmo tive ao reencontrar velhos amigos, gente que há muito não via. A verdade é que enquanto senti o corpo mais cansado, também senti a mente mais preparada. De pensamento a sentimento controlei o que pude. O que não quis pensar, não pensei. O que não quis falar, quase realmente não falei. No trabalho, lábios quase cerrados (Ou glória!). Em casa, nem tanto! Acerca do que não quis sentir, quase consegui. A imperfeição do controle alcançado ficou por conta da existência que é humana, fadada a falhas. Terminei o ano lisa mas realizei um bocado. Tudo certo, então! Durante todo o ano fui grata. Comer, comi demais. Pra quem quiser confirmar, basta olhar. Beber, nem tanto, mas umas boas taças e alguns copos não dispensei este ano. Prazer pequeno que me permiti com moderação. Até um hobby adquiri: fotografia. Nada de extraordinário, só o suficiente para despertar bom ânimo e o registro daquilo que o coração determinar. Meu milagre aconteceu assim, dia após dia, entre uma oração e outra; ente um e outro desafio. Tudo ao lado de um grande amor. Mas, e o seu milagre? 
Márcia GARDÊNIA