sábado, 12 de novembro de 2016

Mãe abandona recém-nascido em saco de lixo no norte da BA, diz polícia

Mulher foi levada para delegacia e liberada após pagar fiança.


Um bebê recém-nascido foi abandonado em um saco de lixo em uma estrada que dá acesso à saída da cidade de Andorinha, norte da Bahia, na manhã de sexta-feira (11). A mãe da criança foi localizada pela polícia, detida e liberada após pagamento de fiança de um salário mínimo, de acordo com a Polícia Civil. Segundo a conselheira tutelar da cidade, Luana Almeida, duas mulheres caminhavam na estrada quando ouviram o choro do bebê e encontraram o menor.

O bebê foi levado pelas mulheres para um posto de saúde e encaminhado provisoriamente para uma família acolhedora. “O bebê está bem cuidado agora. A mãe tinha cortado o cordão umbilical, mas não estava bem cortado e fizeram o corte no posto de saúde”, diz a conselheira.

A conselheira diz que a Justiça deve analisar, a partir da segunda-feira, se a guarda da criança poderá continuar com a família acolhedora, que tem interesse de cuidar do bebê.

http://g1.globo.com/bahia

TAMBÉM NA BAHIA, pais de bebê que teria morrido após cair de carro na Bahia são presos.

Versão dos pais diz que criança caiu do carro em 
movimento, polícia diz que informações são
divergentes (Foto: Imagem/TV Santa Cruz)

Os pais da criança de nove meses que morreu após supostamente ter caído de um carro, no sul da Bahia foram presos na cidade de Itamaraju, na tarde desta quarta-feira (9). Na época da ocorrência, no final do mês de outubro, os pais do bebê relataram que ele havia caído do carro em movimento, mas conforme o delegado que investiga o caso, Júlio César Telles, a versão dos pais está contraditória com os fatos e a suspeita é de que a criança foi vítima de agressão.

A polícia revelou ainda que a criança já tinha sido agredida no mês de agosto deste ano, na cidade de São Félix do Coribe, no oeste da Bahia.

De acordo com a polícia, o casal foi transferido para Teixeira de Freitas, também no sul do estado, mas ainda não foi ouvido novamente.

"As investigações apontam que a versão que eles apresentam é mentira. Além de terem entrado em contradição por fatos relevantes, elementos pertinentes ao veículo não teriam acontecido da forma que eles narraram. Há histórico de violência. A médica perita foi ouvida e disse que a criança foi vítima de uma agressão. Não há escoriações de queda. A prisão visa facilitar as investigações. Inicialmente eles ficarão presos por 30 dias", explicou.

Conforme Telles, o casal não será ouvido novamente por agora, pois a polícia quer fazer a reconstituição do caso e depois confrontar os pais. Com relação ao caso anterior de agressão, o delegado relatou que ficou sabendo da situação depois que policiais de São Félix do Coribe, cidade onde o casal mora, entraram em contato com ele.

"Não sei o que aconteceu por lá. Os policiais da cidade me procuraram ao saber da morte da criança e disseram que já havia registro na delegacia de agressão contra esse bebê. O que foi relatado é que no dia 28 de agosto, quando a criança tinha sete meses ela teria sido arremessada pelo pai contra a mãe. A mãe foi ouvida e contou uma versão sem saber o que tinha acontecido com o bebê, depois ela voltou na delegacia e disse que o marido jogou a criança nela", contou.

De acordo com a polícia, a morte do bebê ocorreu quando eles estavam a caminho de Itamaraju, onde vivem parentes da família. O caso aconteceu no dia 29 de outubro e foi registrado na delegacia no dia seguinte, dia 30.

Versão dos pais antes da prisão
De acordo com a polícia, após a morte do bebê, o pai da vítima foi ouvido na delegacia e contou que o menino estava no banco de trás, na cadeirinha, mas sem o cinto de segurança.

O homem disse que com a trepidação da estrada, a criança foi derrubada da cadeira e conseguiu abrir a porta do carro, o que causou a queda.

O bebê estava no veículo acompanhado do pai e da mãe, que levaram o filho até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Prado, mas a vítima já chegou ao local sem vida. O corpo do bebê foi enterrado na manhã do dia 31 de outubro, no Cemitério Municipal de Itamaraju, a cerca de 50 quilômetros de Prado.