quarta-feira, 14 de setembro de 2016

'Operação Nenhures'

Delegados da Polícia Federal explicam a terceira fase da Operação Nenhures (Foto: Pedro Ângelo/G1)
A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou na manhã desta quarta-feira (14), no estado de Minas Gerais, a terceira fase da Operação Nenhures, com o objetivo de desarticular quadrilha especializada na obtenção de pensões por morte mediante a utilização de documentação falsificada.

Foram cumpridos 26 mandados judiciais, sendo 10 de prisão preventiva (sem prazo de duração), 12 de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas, nas cidades mineiras de Contagem, Betim, Almenara, Pedra Azul, Palmópolis, além de Porto Seguro, na Bahia.

As investigações iniciaram a partir da apuração de denúncias pela Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos da Previdência (APEGR) e resultaram na identificação de grupo criminoso que falsificava certidões de nascimento e de casamento, bem como documentos de identidade, para obter pensões por morte para falsos dependentes e cônjuges.

A ação de hoje foi realizada em continuidade às investigações das fases anteriores da operação, deflagradas em agosto e outubro de 2015, respectivamente. Nessas etapas foram efetuadas cinco prisões em flagrante e cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, tendo sido estimado um prejuízo de R$ 500 mil. As ações anteriores proporcionaram uma economia de, pelo menos, R$ 2,3 milhões, com a suspensão dos benefícios fraudados.

Segundo a APEGR, ao todo, foram identificadas 85 pensões fraudulentas, com um prejuízo estimado de mais R$ 6 milhões aos cofres públicos. No entanto, com a desarticulação de mais essa ramificação da quadrilha, a atuação da Força-Tarefa Previdenciária possibilitou uma economia, aos cofres da Previdência, de R$ 8 milhões, no mínimo, referentes a valores futuros que seriam pagos aos supostos beneficiários das pensões por morte.

Nesta terceira fase, com a análise do material apreendido nas duas primeiras fases da operação, foi possível a identificação de outros integrantes da quadrilha, presos nesta quarta-feira, que serão atuados pela prática dos crimes de estelionato qualificado e de formação de quadrilha.

A ação contou com a participação de 56 policiais federais e de um servidor da APEGR. O nome das operação é uma alusão à dificuldade de localização dos envolvidos, pois desde o início da investigação eles nunca foram encontrados no mesmo lugar.

Força-Tarefa Previdenciária –A Força-Tarefa Previdenciária é uma parceria entre a Previdência Social, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, que visa a combater crimes contra o sistema previdenciário. A APEGR é a área de inteligência responsável por identificar e analisar distorções que envolvem indícios de fraudes contra a Previdência Social e encaminhá-las à Polícia Federal para investigação em regime de força-tarefa.

Denúncias – Denúncias feitas à Ouvidoria-Geral da Previdência Social são a principal matéria-prima no combate a esquemas criminosos que atuam contra o sistema previdenciário. Os cidadãos podem ajudar denunciando casos suspeitos. 

Ligue 135. Todas as informações são mantidas sob sigilo.


Fonte: http://www.previdencia.gov.br/