quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES DE SEGURANÇA E JUSTIÇA E A PREGUIÇA DA POLÍCIA



A policia está falida graças a ingerência do governo do estado a partir de 2003 e a preguiça dos policiais, principalmente, delegados e a inutilidade do Ministério Público e Judiciário em desfavor da sociedade, não necessariamente nessa ordem. Sem a necessidade de muitas palavras para não cansar o leitor, vou ser o mais objetivo possível. Não resta dúvida de que a policia de hoje está bem pior do que a de ontem. Basta uma rápida olhada no número de ocorrências, até com suposta indicação dos autores dos crimes e procurar alguma providência correspondente, que o leitor observará que a providência é zero ou próxima disso. Ainda nos dias de hoje as vítimas são obrigadas a constituírem advogados para tentar botar a polícia para trabalhar, mesmo com os supostos criminosos já identificados. E olhem que nem falei dos preguiçosos  que tratam de empurrar as pessoas de uma delegacia para outra como nos casos de registros de perda de documentos e colisão de veículos sem vítima que podem ser feitos em qualquer distrito. São muitos os delegados que só aparecem na delegacia, mas nada fazem. Muitos chegam pela manhã às DEZ HORAS, e à tarde às DEZESSEIS HORAS. Não se fazem presentes nem quatro horas diárias em suas unidades. Alguns procedimentos que são feitos, ainda são, na maioria, da lavra dos escrivães, que também se beneficiam de um pacto corrupto não escrito com o delegado que o libera de sua jornada de trabalho como pagamento para fazer o trabalho de sua excrescência. E olhem que nem vou falar da fraude à lei processual quando muitos inquéritos são feitos somente com uma portaria, uma oitiva e mais nada, mais nenhuma diligência ou providência, com o objetivo único de melhorar o nome de sua excrescência na estatística.
Quanto ao Ministério Público que deveria ser “promovedor” da Justiça não temos nada de bom a dizer, pois o controle externo que deveria detectar os problemas e corrigi-los, limita-se a um faz de conta, limita-se a uma interação com o delegado que muitas vezes fica sabendo antecipadamente da visita e o que o promotor desejará saber. Já soube desses “fiscais” da lei questionando a delegados se dois policiais por plantão eram suficientes para o trabalho e a resposta CRETINA e SALAFRÁRIA que foi aceita sem nenhuma observação foi – SIM. E olhem que nem vou falar de outras condições sub-humanas a que os policiais são submetidos diariamente no trabalho.
Quanto à Defensoria Pública, o que podemos dizer é que se trata de mais uma sinecura paga a peso de ouro que parece ter como única atribuição ganhar altos salários, quando não se junta às maiores autoridades do sistema de Segurança e Justiça no Oásis da Preguiça para emperrar o andamento de inquéritos e processos.
Quanto ao Judiciário, não tenho visto atitudes dignas de aplauso, salvo raríssima exceção. Por isso vou ater-me somente as excelências criminais, objeto dessas linhas, pois para falar de todos e de seus muitos erros e privilégios cansaria muito o leitor, o que não desejo e ainda resultaria em um texto muito grande mesmo. Enfim, quem já participou de alguma audiência criminal, principalmente, dessas nominadas audiência de custódia, deve ter visto o tratamento de excelência dispensado aos “criminosos” e o tratamento desonroso dispensado aos policiais. Nesta questão igualam-se Judiciário, Defensoria e “Promotoria” que se ombreiam ao lado do delinquente contra a sociedade e a policia, a maioria das vezes, a policia militar mesmo que é a única que ainda prende e combate o crime dia a dia. Boa ou ruim, sucateada ou não, com uma casta de oficiais preguiçosos ou não, é quem ainda produz alguma coisa a favor da sociedade.
Não resta dúvida que as instituições do Brasil estão falidas, apesar de uma ou outra ainda conseguir produzir alguma coisa que serve apenas como arrimo de argumentos para os que as defendem. Todas as instituições devem passar por uma reforma desde suas estruturas, carreiras e forma de acesso a alguns cargos, assim como a destituição de seus detentores, e no que diz respeito às polícias deve ser adotada entrada única com um modelo diferente do que temos hoje, onde o poder do inquérito fica nas mãos de um desidioso que faz de tudo para não fazer nada.

Wagner Leite