quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A CADA DEZ MINUTOS UMA PESSOA FOI VITIMA DE ESTUPRO NO BRASIL EM 2013

Segundo a polícia, exames de DNA comprovaram o crime. Em depoimento, ele disse que não se lembra dos abusos sexuais à menina.
Mecânico foi preso no trabalho, suspeito de abusada neta (Foto: Mayra Bandeira/ A Gazeta)
VILA VELHA(ES) - Um mecânico de 57 anos foi preso no trabalho, nesta quarta-feira (3), suspeito de abusar sexualmente da neta, uma menina de 11 anos, em Vila Velha, Espírito Santo. Segundo a polícia, exames de DNA realizados em um cobertor e na calcinha da criança comprovaram o crime. Em depoimento aos policiais, homem disse não lembrar do ocorrido. Ele vai responder pelo crime de estupro de vulnerável e pode pegar até 22 anos de reclusão. O suspeito foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.

Segundo o delegado Érico Mangaravite, da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), a criança foi estuprada pelo avô por cerca de seis meses. Os abusos teriam ocorrido de janeiro até junho deste ano.

A violência acontecia na casa da vítima. “A criança mora no local com os pais, mais três irmãos e os avós. O suspeito aproveitava as situações em que estava sozinho com a vítima para cometer os abusos. Em algumas ocasiões, chegou a entrar no quarto da menina de madrugada, para estuprá-la”, contou o delegado.

Mangaravite disse ainda que não há a possibilidade de outros netos também terem sido abusados pelo avô. “Isso não ficou comprovado durante as investigações”, completou.

O caso começou a ser investigado depois que a mãe da menina, filha do suspeito, procurou a DPCA para denunciar o caso. “A mãe notou uma mudança no comportamento da filha, que passou a ficar mais agressiva, e percebeu que haviam manchas brancas no cobertor e nas roupas íntimas da criança”, informou o delegado.

Desconfiada, ela teria perguntado à filha o que estava acontecendo e a criança contou os abusos praticados pelo avô. A menina disse que só não relatou nada antes, pois sentia vergonha e não tinha coragem de dizer o que estava acontecendo. Além disso, temia a reação do suspeito.

Em depoimento, o mecânico negou todas as acusações e disse à polícia que poderia ter feito uso de bebida alcóolica, mas que não se lembrava de nada. Amostras de sangue do suspeito e as roupas da criança foram encaminhadas para perícia, que confirmou o estupro.