quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Médico Guillermo Quiroga é preso temporariamente por ordem da Justiça

TIMBIRAS/MA - Sob a acusação de ter forçado auxiliar de Administração, lotada no Hospital Geral de Timbiras, Rejane da Silva Rodrigues, de 29 anos, a praticar um aborto na noite do dia 4, perpetuando-se a tentativa até o fim da madrugada do dia 5 de novembro foi preso o médico ortopedista Guillermo Quiroga Cuéllar. 

De acordo com o delegado Alcides Nunes Neto, o médico ficará preso por 5 dias para ser ouvido e investigado, mas é possível que a prisão temporária seja transformada numa preventiva, cujo prazo pode ser indeterminado.

“É uma prisão temporária, a princípio 5 dias. A gente vai ouvi-lo aqui, vamos confrontar com as provas, evidentemente, aí se for o caso a gente vai representar pela preventiva”, esclareceu o delegado

PROVAS DOCUMENTADAS

O delegado vai começar a ouvi-lo hoje por volta das 17h. Não o fez até agora porque Quiroga pediu para ser interrogado na presença de seu advogado que está vindo de Teresina-PI.

“A gente documentou tudo e representou, tanto que o juiz reconheceu a prisão, foi decretada pelo juiz. A gente vai ouvi-lo aqui encaminhar a documentação todo pro juiz. Eu acho pouco provável que ele consiga explicar o que foi documentado aqui contra ele“, ponderou a competente autoridade policial

O CASO

Rejane Silva Rodrigues, que disse ter um relacionamento extraconjugal com o ortopedista boliviano há 1 ano e meio, fez graves acusações ao médico. Disse em depoimento à polícia e à imprensa que estava grávida de dois meses e o nascimento da criança não era aceito pelo amante.

Dia 4 teria sido levada, à noite, à um motel de Timbiras e depois à um de Codó onde foi forçada a tomar medicação abortiva sob ameaça de morte. Em entrevista à imprensa revelou que Quiroga teve a ajuda de um outro homem, a quem identificou apenas como ‘NEGÃO’, este seria o responsável pela ameaça armada.

“Eu não vou tomar remédio – Rejane tu vai tomar, tu vai tomar é agora porque eu quero, se não foi por bem, pois agora tu vai por mal. Eu comecei a gritar, bater a porta, ele puxou, tampou minha boca e chamou o Negão – Negão vem cá, o homem já saiu com a arma apontando pra mim…SAIU DE ONDE? De dentro do quarto do banheiro do hotel”, respondeu em entrevista

No motel de Codó, Rejane disse que recebeu a dose final para abortar.

“E lá ele introduziu o remédio e disse que só ia sair de lá quando eu sangrasse (…) todo tempo sob ameaça e disse se eu não tivesse sangrado eu ia ficar todo tempo lá até eu sangrar…POR QUE ATÉ SANGRAR, SANGRAR ERA UM SINAL DE QUÊ? De que eu já estava perdendo (o feto)”, respondeu

Fonte: Blog do Acélio