quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Justiça libera PMs presos durante Operação Katrina

BELÉM(PA) - Cinco Policiais Militares detidos durante a "Operação Katrina" tiveram a prisão revogada nesta quarta-feira (12) pela Justiça no Pará. A operação foi realizada em agosto de 2014, e resultou na prisão de 20 policiais acusados de formar quadrilha que extorquia pequenos comerciantes, estrangeiros e até pescadores que vinham para Belém receber o dinheiro do seguro defeso. Os outros 15 acusados já respondiam o processo em liberdade. De acordo com a Promotoria Militar, o julgamento dos envolvidos deve ser marcado até dezembro.

Após seis meses de investigação, foram reunidas diversas provas como documentos e imagens de câmeras do Ciop, além de escutas telefônicas autorizadas pela justiça, que ajudaram na comprovação do envolvimento dos militares com ações ilícitas. Dentre os presos, estavam três mulheres, um aspirante a oficial, um sargento, 12 cabos e seis soldados.

A investigação confirmou as suspeitas de participação dos PMs nos crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, violação do dever funcional com o fim de auferir lucro, condescendência criminosa, inobservância da lei, regulamento ou instrução e extorsão mediante sequestro.

Além dos mandados de prisão preventiva, foram executados mandados de busca e apreensão de veículos, utilizados na prática dos crimes. Os PMs presos chegaram a ser detidos no presídio de Anastácio das Naves, no Complexo de Americano, mas todos já respondem ao processo em liberdade.

ENTENDA A OPERAÇÃO KATRINA

A operação resultou de seis meses de investigação. Foram reunidas diversas provas, como documentos e imagens de câmeras do Ciop, que ajudaram na comprovação do envolvimento dos militares com ações ilícitas. Dentre os presos, três são mulheres, um aspirante a oficial, um sargento, 12 cabos e seis soldados.

"Retirar do seio da tropa e aplicar as medidas punitivas legais que cada caso requer é um dever que temos", afirmou o corregedor geral da PM, coronel Vicente Braga.

Foram executadas ainda medidas cautelares durante a investigação, que confirmaram as suspeitas de participação dos PMs nos crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, violação do dever funcional com o fim de auferir lucro, condescendência criminosa, inobservância da lei, regulamento ou instrução e extorsão mediante sequestro.

Além do cumprimento dos mandados de prisão preventiva, foram executados mandados de busca e apreensão de veículos, utilizados na prática dos crimes.