quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Casal é preso suspeito de vender a virgindade da filha por R$ 3 mil

Além dos dois, mais três pessoas foram presas em operação da Polícia Civil. 
Entre eles está professor flagrado ao oferecer emprego em troca de sexo.

Um casal foi preso nesta quinta-feira (20) suspeito de vender, por R$ 3 mil, a virgindade da própria filha, de 12 anos, em Piracanjuba, no sul de Goiás. Os pais negam a acusação. Apontado como o homem que abusou da menina, o gerente de uma fazenda, de 43 anos, também foi detido. Ele ainda é suspeito de estuprar, há cerca de um mês, a neta de 3 anos.

A mãe da garota de 12 anos negou as acusações da Polícia Civil. "Ele [gerente da fazenda] é meu compadre. Jamais ele vai vou comprar as minhas filhas. Eu não vou vender minha filha, ela não é de venda", se defendeu.

Além dos três, outros dois homens foram presos durante operação da Polícia Civil contra a pedofilia no município do interior goiano. Um deles, de 35 anos, é professor da rede estadual de educação.

Professor
O educador já havia sido detido em abril deste ano pelo mesmo crime. Mesmo apontado pela polícia como autor de 20 estupros de meninos com idade entre 12 e 16 anos, ele foi liberado uma semana depois, após a Justiça acatar o pedido de habeas corpus. Afastado da sala de aula depois da prisão, ele passou a trabalhar na administração da Subsecretaria Regional de Educação de Piracanjuba.

A polícia continuou a investigar o professor e afirma que ele não parou de cometer os crimes. "Ele promovia festas para que esses adolescentes pudessem se embriagar, ele levava para Caldas Novas, fornecia droga para que essas crianças e adolescentes ficassem instrumentalizados para a prática deste tipo de ato libidinoso. Além disso, ele ofertava presentes, vantagem pecuniária, ameaçava de tirar ponto, tirar nota", afirmou o delegado responsável pela investigação, Vicente de Paulo Silva e Oliveira.

Conversas em redes sociais interceptadas pelos investigadores reforçam a suspeita. Em uma delas, uma das vítimas fala que tentou ligar para o professor, mas não conseguiu. O suspeito responde que estava na casa da avó e que quer um abraço do menino "peladinho".

Em outro bate-papo, um menino pede emprego para o professor. Ele diz que vai ajudá-lo a encontrar trabalho mas, para isso, o garoto precisa se prostituir. "Dinheiro na mão, cueca no chão", escreve o suspeito.

O outro envolvido é o chefe de um assentamento rural localizado no município. Ele é suspeito de estuprar uma garota de 12 anos.

Prisão preventiva
Todos os suspeitos estão detidos na unidade prisional de Piracanjuba. Segundo o delegado, eles serão indicados pelos crimes de pedofilia e estupro de vulnerável.

Fonte: http://g1.globo.com/