domingo, 23 de novembro de 2014

A cada três mulheres no mundo, uma sofre violência conjugal,segundo OMS

Segundo uma série de estudos divulgada nesta sexta feira (21) pela Organização Mundial da Saúde, uma em cada três mulheres no mundo sofre de violência conjugal. Os dados foram divulgados na revista médica The Lancet. Mesmo com uma maior atenção dispensada à violência contra mulheres e meninas, os casos ainda se mantêm em níveis ‘inaceitáveis’ segundo a OMS, que disse serem insuficientes os esforços feitos.

No mundo, entre 100 e 140 milhões de mulheres jovens e adultas sofreram mutilações genitais; e aproximadamente 70 milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, na maioria das vezes contra sua vontade, enquanto 7% das mulheres correm risco de serem vítimas de estupro ao longo da vida, disse autores dos estudos.

Segundo a OMS, a violência exacerbada durante os conflitos e as crises humanitárias, gera consequências dramáticas para a saúde mental e física das vítimas.

A professora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Charlotte Watts, disse ser possível melhorar esse quadro em pouco tempo: “Nenhuma varinha de condão poderá suprimir a violência contra as mulheres. Mas temos provas de que são possíveis mudanças na mentalidade e no comportamento, e estes podem se realizar em menos de uma geração”.

A ONU tem reivindicado um maior investimento por parte dos países e dos doadores para reduzir a discriminação contra as mulheres, ressaltando que não se trata apenas de um problema social e criminal, mas também de saúde pública.

Segundo a doutora Claudia García Moreno encarregada da pesquisa de violência contra as mulheres na OMS, o pessoal da área de saúde precisa de uma formação adequada: “O pessoal de saúde costuma ser o primeiro contato que as mulheres vítimas de violência têm”.

Os estudos sugerem que os Estados deveriam consagrar mais recursos para que o combate à violência contra a mulher se torne uma prioridade. Ao mesmo tempo, todos os elementos que perpetuam a discriminação entre os sexos, tanto nas leis quanto nas instituições, deveriam ser eliminados.

Os autores afirmam que a promoção da igualdade, dos comportamentos não violentos e a não estigmação das vítimas é uma necessidade. A adoção de leis preventivas apoiadas na saúde, na segurança, educação e justiça também permitiriam a evolução das mentalidades. Por fim, os estudos sugerem que os países deveriam favorecer e pôr em prática com mais rispidez as medidas que se revelarem mais eficazes na luta contra a discriminação de gênero.

Fonte: http://dhojeinterior.com.br/