domingo, 5 de outubro de 2014

O policial civil baleado em Curimatá-PI, Marcel Franklin Lima, faleceu em Teresina

Lamentamos a morte do policial civil, Marcel Franklin Lima, lotado na Delegacia Regional de Curimatá, que faleceu em Teresina onde se encontrava convalescendo por conta de um disparo de arma de fogo no interior da delegacia de Curimatá. Era filho da escrivã de policia, Teresina Lima, lotada no primeiro distrito da capital piauiense. Era formado em direito e tinha muitos sonhos a realizar. O policial foi baleado no dia 24 de setembro e foi a óbito no dia 3 de outubro. Até onde sabemos, o tiro teria sido acidental e partido da arma de outro colega admitido na polícia civil recentemente junto com a vítima. Particularmente, fui à cerimônia de conclusão do curso de polícia na NOVAFAPI e naquele dia, vendo toda a alegria dos formandos, comentei com alguns amigos, inclusive, com a Márcia Gardênia, que aqueles jovens não tinham a menor noção do que os aguardavam pela frente; não conheciam as verdadeiras condições de trabalho da polícia; não sabiam as conseqüências de como o pouco conhecimento obtido na academia podia impactar às suas vidas. É verdade – não sou adivinho, não sou vidente, mas posso prever alguns resultados quando conheço alguma premissa relacionada a alguma situação como o critério de escolha de alguns professores em qualquer lugar, quanto mais em academia de polícia, que, em regra, é por indicação ou por servidão, submissão ao poder. Não posso dizer exatamente que Fulano ou Beltrano perecerá, porque todos nós, inclusive, os menos jovens que fazemos parte de um sistema, estamos sujeitos às suas conseqüências quando uma das peças não atua como deveria. Quais são mesmos os critérios usados para se chegar como professor à academia? Quais são mesmos os critérios para se chegar a ministrar aula ou curso na academia de hoje e na do passado? Vocês acham que realmente é mérito? Se não é mérito, como de fato os alunos – futuros policiais – podem realmente sair preparados? Bem, agora temos um morto sepultado e um morto vivo e duas famílias ou mais - destroçadas em proporções diferentes, com dores diferentes. O estado, claro, vai mentir jurando de “pés juntos” que preparou muito bem os policiais e nesta altura já deve até ter lamentado verbalmente, ainda que seja de faz de contas, a morte do policial. E você vai acreditar no lamento do estado? Se você realmente acreditar nesta falácia do estado, então é porque você acredita em chapeuzinho vermelho. Esperamos - quem sabe um dia - o profissionalismo chegue ao serviço público, principalmente, nas instituições de segurança pública, saúde e educação.
Wagner Leite