sábado, 11 de outubro de 2014

Curso de formação de agentes é contestado por sindicalista

Para o líder sindical, a morte do agente pode está ligada a deficiência do curso.


Presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior 
O Presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior acompanhou denunciou as más condições do curso de formação de policiais civis do Piauí realizados pela Acadepol. A denúncia aconteceu durante o sepultamento do agente Marcel Lima, que foi morto antes de receber o seu primeiro salário como policial civil. A morte do agente Marcel Franklin Lima que residia no conjunto Nova Teresina, na Região da Grande Pedra Mole, na Zona Leste de Teresina aconteceu após o agente receber um disparo aparentemente acidental quando se encontrava dentro da Delegacia de Polícia de Curimatá, município do extremo Sul do Estado. 

Para o líder sindical, a morte do agente pode está ligada a deficiência do curso. Para se ter uma idéia de como o curso da Academia de Polícia do Piauí (Acadepol) é deficiente, basta lembrar que o próprio delegado Geral de Polícia, James Guerra e a sua turma de formação, deram apenas quatro tiros quando estavam se aperfeiçoando para a entrada na Polícia Civil. 

Constantino Júnior, durante o enterro do agente Marcel Lima, que aconteceu no sábado(4) questionou o curso que a Academia da Polícia Civil do Estado do Piauí vem fazendo na preparação de seus policiais. Segundo ele, no curso que forma os homens da Polícia Civil do Estado, inclusive o agente Marcel e vários, os alunos disparam apenas 30 tiros, enquanto que na PF quando o policial está sendo preparado ele terá que efetuar até 800 tiros para ser considerado apto. 

Outra denúncia feita pelo Presidente do Sinpolpi é de que as armas distribuídas aos novos policiais policiais civis nomeados recentemente pelo governador José Filho, são revólveres calibre 38, o que segundo ele, não é arma mais apropriada para ser usada pela Polícia Civil. Além disso, os policiais foram treinados com pistolas ponto 40 e teriam recebido revólver calibre 38. Ele disse que já oficiou ao Delegado Geral da Polícia Civil, James Guerra Júnior sobre o caso e está aguardando resposta. 

"A Academia da Polícia Civil do Piauí terá que preparar melhor os policiais civis, e que o policial só deverá usar uma arma quando estiver totalmente preparado, sabendo manusear a referida arma e até desmontar", disse o sindicalista, acrescentando que vai pedir providências ao Ministério Público com relação a cautela das armas que foram feitas aos policiais nomeados recentemente pelo Governo do Estado. 

O agente Marcel morreu no final da tarde de sexta-feira (3), em um hospital particular de Tresina. Casado, 29 anos, o agente que foi atingido no abdômen com um tiro de uma arma carabina ponto 40, quando estava de plantão na Delegacia de Polícia de Curimatá-PI, no final da noite do dia 24 de setembro deste ano (2014). 

Marcel Lima estava no seu segundo plantão como policial civil quando foi atingido pelo disparo cuja arma no momento estaria em poder de outro policial. De acordo com o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, o colega de Marcel foi manusear a arma, quando esta teria disparado acidentalmente e o tiro o atingiu. O agente Marcel Lima que foi nomeado recentemente pelo governador José Filho (PMBD) era formado em direito e é filho da escrivã da Polícia Civil do Piauí, Teresinha Lima, que trabalha no 1º Distrito Policial de Teresina-PI.

Fonte: http://www.sinpolpi.com.br/