segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cerca 80% dos homicídios no Piauí foram com armas de fogo

Constantino Júnior 
Cerca de 80% dos assassinatos cometidos no Piauí no mês de setembro passado foram praticados por armas de fogo. Os dados são da pesquisa mensal para medir a violência no Piauí realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado (Sinpolpi) e mostram que em números absolutos o Piauí registrou 47 homicídios dolosos no mês passado, sendo 30 na capital e 17 nos municípios do interior e litoral.

Para o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, os dados mostram que está cada vez mais fácil os bandidos conseguirem uma arma de fogo para usar em delitos. Hoje em dia, armas exclusivas das forças de segurança como as pistolas ponto 40 são apreendidas com frenquencia nas mãos dos facínoras e muitas das vítimas abatidas no dia a dia do Estado são mortas com projeteis deste tido de armamento.

NÚMEROS - Segundo a pesquisa em setembro dos 47 assassinatos registrados no Piauí, 38 foram cometidos com armas de fogo, seis com armas brancas e três com outro tipo de instrumento, geralmente paus ou pedras.

Outro dado curioso é que a grande maioria dos assassinatos cometidos com instrumentos que não foram armas de fogo aconteceu nas cidades no interior do Estado e no litoral. Na Capital, 100% dos crimes cujos motivações foram ajuste de contas entre bandidos ou briga de gangues por disputas de pontos de drogas, foram praticados por este tipo de instrumento. Com relação às zonas de Teresina, a pesquisa mostrou que Zona Norte foi disparada a mais violenta com um total de 14 homicídios, seguida pela zona Sudeste com oito e depois as zonas Sul e Leste com quatro casos cada um.

A briga entre quadrilhas de traficantes na região do São Joaquim foi a responsável pelo grande crescimento do índice de homicídios na zona Norte. Só naquela região, que abrange o Parque Alvorada, Mafrense, o próprio São Joaquim além da Vila Carlos Feitosa, aconteceram sete assassinatos dentro deste perfil de brigas de gangues, acerto de contas ou rixas e vinganças.

Fonte: Diário do Povo