terça-feira, 9 de setembro de 2014

Polícia conclui que morte de taxista foi latrocínio e descarta vingança

Foto: Wilson Filho
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do taxista Carlos Alberto de Sousa e divulgou na manhã desta segunda-feira (8) o relatório do caso. De acordo com o delegado Matheus Zanatta, o crime foi um ato covarde, que não tem relação com uma suposta rixa entre taxistas e criminosos. 

"Foi um latrocínio. Durante as investigações, não ficou nada comprovado sobre o envolvimento de gangues ou conflitos entre taxistas e criminosos. Aconteceu com ele o que poderia ter acontecido com qualquer pessoa", informou o delegado.

Matheus acrescentou que tanto o menor F.J.S.O., 17 anos, quanto Éricles Gomes de Sousa, 18 anos, já tinham vários antecedentes criminais. "O adolescente responde por três atos infracionais e confessou um homicídio cometido em abril deste ano, na Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina. O maior de idade responde a quatro processos e será indiciado pelos crimes de assalto, porte ilegal de arma de fogo e latrocínio", explicou. O delegado esclareceu que o menor responderá por um ato infracional análogo a latrocínio.

Zanatta disse que o menor continua apreendido e Éricles está preso, mas o local onde eles estão não foi revelado por precaução. O adolescente, caso condenado, deverá cumprir pena até completar 21 anos - uma pena máxima de 3 anos e Éricles poderá pegar de 20 a 30 anos.

Em liberdade

O menor infrator confessou à polícia que havia sido colocado em liberdade dois dias antes de cometer o crime que vitimou o taxista. Outro dado interessante é que Éricles, o maior de idade, havia completado 18 anos cerca de 20 dias antes da data do latrocínio e também saiu da internação três semanas antes. 

Fonte: http://cidadeverde.com/