quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pesquisa mensal do SINPOLPI comprova recorde de homicídios no mês de agosto


Por Orlando Portela da Silva

O mês de agosto vai entrar para a história como o que registrou o maior número de assassinatos no Piauí em todos tempos. Nada menos do que 73 pessoas foram mortas no Estado neste mês. Os recordes negativos anteriores eram de 64 no ano passado e 62 já em março deste ano.

Os dados são da pesquisa mensal realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Piauí (Sinpolpi) com base nas reportagens dos meios de comunicações do Estado. Segundo o presidente do Sinpolpi, Ribeiro, pelos números divulgados, é como se durante todos os dias de agosto tivessem sido mortas dolosamente 2,3 pessoas. 

Para se ter uma ideia do grande número de vítimas, só os crimes registrados em Teresina em agosto foram em quantidade maior do que o mês de julho em todo o Estado. Enquanto que julho registrou um total de 45 homicídios, em Teresina, em agosto, 47 pessoas tombaram abatidas por disparos de armas de fogo, golpes de armas brancas e outros instrumentos, como pedras, paus, dentre outros.

“O envolvimento com entorpecentes, principalmente o crack, é o responsável pela maioria dos assassinatos”, analisa Cristiano. Os crimes praticados em acertos de contas em brigas pelos pontos de vendas de drogas ou mesmo em cobranças de débitos do tráfico foram um total de 21 casos.

Pode ser muito mais se os casos classificados como “não consta”, tivessem sido revelados pela Polícia no momento em que os dados da pesquisa eram compilados.

Igualmente elevado é o número de vítimas com envolvimento no submundo do crime ou que já tenha passagens pelos presídios ou casas de internações de adolescentes infratores. Quinze das vítimas eram ex-detentos, ex-internos, assaltantes, dependentes químicos ou traficantes, conforme os dados da pesquisa.

Em 16 casos não foi possível descobrir as ocupações das vítimas. Onze foram qualificadas como estudantes e outras sete eram lavradores. Neste período dois taxistas e um mototaxista foram mortos, além de outras ocupações.

Quarenta e seis assassinatos foram cometidos com armas de fogo; vinte com armas brancas e nove com outros tipos de instrumentos, como pau, pedra ou mesmo queimaduras e chave de fenda.