quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PARALISAÇÃO NA POLICIA CIVIL DO MARANHÃO: 18 E 19 DE SETEMBRO

“Quando a polícia está em greve, o povo faz o quê? Chama o ladrão?”

Este foi o questionamento feito por Reinaldo Azevedo quando em maio deste ano(2014), 13 estados brasileiros, dos quais o Maranhão não fez parte, aceitaram a convocação para uma paralisação a nível nacional juntando policiais civis, federais e rodoviários. Mais uma vez reiterou sua opinião absolutamente contrária à “greve de funcionários públicos que têm o direito legal de andar armados e que representam aquela fatia do Estado que detém o monopólio do uso legítimo da força”. Segundo ele quando um funcionário público interrompe a prestação de serviço quem arca com as consequências é o patrão, ou seja o povo, pagando este o preço mais caro em virtude de sua maior dependência do estado. Mesmo afirmando sua sensibilidade as dificuldades dos policiais pontuou ainda a relação de aliados objetivos que se estabelece entre policiais em greve e bandidos, já que a população se transforma em refém (duplamente!), questionando, finalmente: “Quando a polícia está em greve, o povo faz o quê? Chama o ladrão?”

Comungando da quase totalidade do que foi acima exposto, digo meu patrão, que também nunca gostei de greve, embora já tenha participado de um bocado delas ao longo dos meus 16 anos de serviço público. Confesso, gostaria que todos tivessem a consciência da importância do serviço que prestamos e das consequências da sua má prestação, com discernimento suficiente para entender que essa é uma cobrança que não deve caber apenas aos policiais. Se ter segurança pública de verdade é um direito de todos, de todos também deve ser o dever de cobrar por ela. A greve, concebo, como último recurso, àquele que só deve ser invocado quando nada mais há a fazer. Se fizemos tudo?! Sinceramente, não sei ! O que sei é que do jeito que está não pode ficar ! Ademais, patrão, entenda, o governo não parece fazer questão de estabelecer outra linguagem. O que é uma pena ! De qualquer forma, pedimos desculpas pelo transtorno, assim como ainda pedimos também compreensão com nossa luta de reivindicação: ela é justa ! 

Márcia GARDÊNIA