sábado, 26 de julho de 2014

“São pontos principais que não batem", diz pai de FERNANDA LAGES

O pai da estudante de direito Fernanda Lages, Paulo Lages, revelou que a família solicitou, através de sua assessoria jurídica, novas diligências para investigar a morte da jovem. No dia 25 de agosto fizeram três anos que o corpo da universitária foi encontrado nas obras da nova sede do Ministério Público Federal, na zona Leste de Teresina.

“Não posso dar mais detalhes, apenas que sou um dos intimidados e diz respeito de um documento que a polícia está precisando e que no notebook da Fernanda. Também posso dizer que pessoas do Estado do Maranhão devem ser ouvidas sobre a morte da minha filha”, explica o pai da estudante.

Em fevereiro deste ano, peritos da Polícia Civil do Distrito Federal apresentaram, a pedido do Ministério do Público do Estado do Piauí, resultado de uma autopsia psicológica realizada pela perita e psicóloga forense Maria da Conceição Krause sobre Fernanda Lages. A conclusão foi de que a jovem teria cometido suicídio após surto psicótico pela interação de remédios para tratamento de enxaqueca com bebida alcóolica. Tese não aceita pela família.

“Continuamos com a convicção de que ela foi assassinada. E não somos apenas nos. O Piauí sempre questionou os laudos apresentados pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. Além da sociedade e da família, os promotores do Ministério Público também nunca aceitaram essa tese”, defende Paulo Lages.

“São pontos principais que não batem. Tem essa terceira pessoa que estava cena com a Nayra e com a Fernanda. Tem o fato de o vigia que diz não ter percebido essa movimentação de pessoas na obra. Tem essa história do DNA masculino que foi descoberto lá é que nunca se soube de quem era”, questiona o pai.