quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pedinte invade campus da Uespi, tenta roubar e estuprar funcionária no Pirajá


A funcionária identificada como Amanda, que trabalha na Coordenação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual do Piauí, foi assaltada e ameaçada de estupro por volta das 13h desta quinta-feira (10), dentro do campus Torquato Neto, localizado no bairro Pirajá, zona Norte de Teresina. Estudantes que escutaram os gritos da vítima foram até lá para socorrê-la.

A vítima contou que o suspeito estava armado e tentou violentá-la. “Ele entrou na coordenação fingindo pedir informação e disse que era pra eu calar a boca e dizer nada. Ele levou o meu celular e disse ‘se você falar qualquer coisa, eu lhe mato’. Ele saiu, depois voltou e mandou eu entrar numa sala da coordenadora, que estava vazia, e eu disse que não entrava, só morta. Ele me deu um empurrão, eu comecei a gritar e ele fugiu. Um rapaz viu, deu um soco nele e a faca caiu. Acho que ele deixou uma bolsa com duas camisas, vai assaltando e trocando de roupa”, descreve.

A servidora diz ainda que algo pior não aconteceu porque os próprios alunos e servidores da Uespi reagiram. “Eu saí correndo a universidade toda. Dois rapazes correram atrás dele, mas ele conseguiu fugir. Não tinha segurança nenhum”, descreveu, ainda bastante abalada.

Segundo a aluna do curso de química Lara Kelly, o suspeito do crime é um velho conhecido de todos. “Foi um pedinte que entra com facilidade aqui dizendo que tem HIV e precisa de ajuda. Ele já assaltou outra vez e os seguranças daqui que são muito poucos nunca fazem nada. Diversas vezes ficamos aqui e não fica ninguém transitando nos corredores. Fica fácil para os ladrões”, reclama. 

Fonte: http://cidadeverde.com/


É O QUE EU DIGO: O problema de falta de segurança não é exclusivo do campus da Uespi, mas existe e não adianta mascarar. Negar o problema não resolve! Sabemos que esses crimes no entorno ou no interior das faculdades existem. São assaltos, furtos e até atentados como esse hoje noticiado de tentativa de estupro. Sabemos que essa questão tem se tornado tão séria que estudos e levantamentos tem sido feitos no sentido de conhecer essa realidade de crime que coloca em situação de risco alunos, professores e funcionários do Campus. Desconheço se a Universidade mantém esses registros de crimes, ou mesmo conhece a natureza daqueles que vem sendo cometidos, já que, conforme foi veiculado na imprensa a manifestação da Universidade se restringiu apenas a informar que 10 seguranças fazem vistoria por turno no campus Torquato Neto. 

Há pouco tempo, em 2012, na capital paulista, um aluno do Campus da USP para chamar atenção para a realidade de crimes no Campus chegou a criar um mapa de assaltos e divulgou na internet com objetivo de alertar outros estudantes e principalmente as autoridades sobre pessoas suspeitas que ficam na região da universidade. 

Ainda acerca dessa problemática recentemente fiz algumas leituras bastante interessantes, fruto de pesquisas realizadas no Campus da UFPA.

Fica a dica!!! 

ALMEIDA, Silvia dos Santos de; LIMA, Héldson Tomaso Pereira de; LOPES, Henrique Antonio Monteiro; LISBOA, Maria Betânia Moraes; GOMES, Monique Kelly Tavares. Crimes no Entorno do Campus. In: RAMOS, Edson Marcos Leal Soares (Org.); ARAÚJO, Adrilayne dos Reis (Org.). Violência no Campus. Belém: UFPA, 2013, p. 107-117. 

NUMMER, Fernanda Valli; ARAÚJO, Adrilayne dos Reis; ROCHA, Maria Goreti Góes da; ROCHA, Cibele Cardoso; LEITE, Máurea Mendes. Percepções da Insegurança na Perspectiva dos Alunos. In: RAMOS, Edson Marcos Leal Soares (Org.); ARAÚJO, Adrilayne dos Reis (Org.). Violência no Campus. Belém: UFPA, 2013, p. 119-127.