sábado, 28 de junho de 2014

Transexuais podem usar nome social na Universidade Federal do ES

Transexual Sarah Pederzini é estudante de biologia
da Ufes e comemorou (Foto: Arquivo pessoal)
Transexuais e travestis que estudam ou trabalham na Universidade Federal do Espírito Santo podem ter os nomes oficiais trocados pela forma com que preferem ser chamados, a partir deste sábado (28).

Uma resolução proposta pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Cidadania (Proaeci), aprovada por unanimidade no Conselho Universitário, dá o direito do novo tratamento a estudantes, funcionários administrativos e professores da instituição que queiram mudar a forma com que são identificados na Ufes.

O único nome que constará no banco de dados da Ufes será o social. E a mudança influenciará também no diploma, que poderá apresentar o nome social, seguido do nome oficial entre parênteses, segundo a pró-reitora de assuntos estudantis e cidadania da Ufes, Jacqueline Oliveira Silva. “O nome social será o único exibido em toda documentação de uso interno da Ufes. Em toda situação, a pessoa poderá utilizá-lo. Nesse contexto estão a lista de chamada, o crachá, ou qualquer outro documento”, explica.

A aprovação por unanimidade da resolução no Conselho Universitário foi vista como um dia de comemoração. Com a novidade, a universidade espera servir de exemplo para outras instituições.

“É constrangedor e assediante você ser chamada por João, Paulo ou Pedro, se você se identifica como Maria ou Cláudia. Imagine o estudante que passa cerca de oito turnos escutando um nome que não é mais dele, do ponto de vista físico e psicológico”, avalia a pró-reitora.

Quem tiver interesse em realizar a mudança no banco de dados, deve fazer a solicitação diretamente na Pró-Reitoria de Graduação ou na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da universidade.

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