quarta-feira, 11 de junho de 2014

Joaquim Barbosa retira ordinário do plenário do STF e OAB reage

 Por Wagner Leite

 
O Presidente do STF, Joaquim Barbosa, retirou um ordinário do plenário do STF e OAB reagiu mentindo e distorcendo a lei. Vocês podem ler diretamente no site da globo, a reportagem sobre o assunto, clicando AQUI. Entendam o caso. O advogado do mensaleiro José Genoino querendo os holofotes da mídia e um momento de notoriedade interrompeu uma sessão do STF em que era julgado o número de deputados das bancadas estaduais e desrespeitosamente tentou impor a sua vontade sobre a legalidade. Queria porque queria que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, julgasse um "possível" direito do corrupto José Genoino cumprir a sua pena em casa. O ministro falou que aquele caso não estava pautado, mas o ordinário insistia que fosse julgado mesmo sem está marcado o tal julgamento e por desrespeitar o STF e o ministro, Joaquim Barbosa pediu a segurança do tribunal que retirasse o ordinário. A OAB já emitiu uma nota ao melhor estilo canalha afirmando, inclusive, que o advogado é inviolável no exercício de sua profissão e que o tal advogado apresentava uma questão de ordem, no limite de sua atuação profissional, segundo a OAB, nos termos da Lei 8.906. A OAB distorce a Lei e toma todos os brasileiros como idiotas ao tentar nos fazer acreditar que a inviolabilidade é uma espécie de licença que o advogado teria para desrespeitar a lei. Distorce também quando mente e diz que o advogado levantou uma questão de ordem segundo a Lei 8.906. Questão de ordem não tem o significado que a OAB tentou emprestá-lo. Questão de ordem é o direito do advogado interromper uma fala durante audiência em que esteja atuando, o que não foi o caso, para esclarecer questão equivocada. Simplesmente isso. Quanto à lei imoral citada, não tenho dúvida de que boa parte dela é inconstitucional, principalmente, na parte que impede alguns profissionais de advogar como é o casso dos policiais e o motivo é apenas um - reserva de mercado para uma elite ordinária que se acha especial. O profissional advogado não tem nada de especial a mais que outros profissionais, salvo a reserva de mercado para uma elite nada republicana, senão vejamos, o policial pode ser engenheiro, arquiteto, dentista, médico, enfermeiro, professor, farmacêutico, bibliotecário, químico, biólogo, físico, matemático, economista, contador e o escambau, mas não pode ser advogado. Qual seria o sentido disso? Simplesmente uma reserva de mercado contrária à constituição, em outras palavras, uma abominação. Então, vocês podem estar se perguntando porque essa inconstitucionalidade ainda existe. A resposta é única - a poderosa influência que tem a OAB, e afirmo que em seu sentido mais nocivo. Tenho certeza de que neste momento algum "indignado" pode estar pensando que essas palavras são coisas de algum frustrado que não teria passado no teste de ordem. Fiquem tranquilo, pois aquela porcaria inconstitucional não conseguiu nos reprovar - vencemos o obstáculo logo na primeira vez.