segunda-feira, 9 de junho de 2014

Família de criança baleada recorre à Justiça para conseguir vaga na UTI

Familiares do garoto Ivan William da Silva Pereira, de 11 anos, baleado na cabeça após um tiroteio ocorrido na sexta-feira (6) no bairro Planalto Ininga, Zona Leste de Teresina, recorreram à Justiça para conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Mesmo acionando a Justiça, a família alega que a ordem judicial está sendo descumprida e o menino continua internado em estado grave em uma unidade semi-intensiva.
 
Segundo Francisca Maria da Conceição Silva, tia do garoto, a família vive um drama na tentativa de conseguir a transferência do menino para uma UTI. “O estado de saúde do Ivan é gravíssimo e eles estão descumprindo uma ordem judicial. Já fui ao juizado especial e à promotoria, mas até agora meu sobrinho continua sem o tratamento avançado”, reclamou a tia.

Francisca Maria disse ainda que a família continua esperançosa com a recuperação do menino, mas teme por não achar a vaga na UTI.  “Temos toda a fé do mundo que meu sobrinho irá se recuperar. Já faz três dias que estamos tentando conseguir a vaga na UTI, caso contrário não sei o que será dele, pois o estado de saúde é delicado”, afirmou Francisca.

A assessoria do Hospital de Urgência de Teresina afirmou que Ivan está em um posto transformado em UTI e que todos os procedimentos necessários estão sendo feitos. A assessoria também negou que esteja descumprindo a ordem judicial.

Entenda o caso

Ivan Willian foi baleado durante um tiroteio quando brincava na rua da casa onde mora. Segundo a polícia o atirador chegou de moto e disparou várias vezes contra dois homens que jogavam dominó na porta de casa, na Rua Belchior Barros, bairro Planalto Ininga, Zona Leste de Teresina. Um deles, identificado como Bruno Sousa de Melo, de 18 anos, morreu na hora. Francisco de Assis Lopes Vale, de 26 anos, foi baleado no tórax, recebeu atendimento e, após procedimento cirúrgico, teve alta médica e não corre risco de morrer.

 Fonte: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia