terça-feira, 10 de junho de 2014

Essa é a regra!


 Policiais civis do Ceará dizem que trabalham em regime de semiescravidão

É intolerável a “subserviência administrativa” de um secretário de Estado a um Governo insensível aos direitos constitucionais dos trabalhadores. Não podemos confundi-la com a “hierarquia administrativa”. Esta, sempre deverá prevalecer para o bom andamento da administração pública.

Entretanto, no momento em que os interesses políticos convergem com o interesse público, tal mandatário da pasta deve pautar sua conduta profissional na defesa intransigente dos direitos dos representantes legítimos do Estado: servidores públicos.

Os policiais civis do estado do Ceará vivenciam um regime de semiescravidão. Sem direito à justa reivindicação por suas conquistas constitucionais. É lamentável a postura de um chefe de Poder Executivo que tenta calar servidores públicos com terror e ameaça de demissão. Vivenciamos uma terrível “tirania democrática”, em que representantes eleitos pelo povo destroem todas as possibilidades de uma significativa melhora na prestação de um efetivo serviço público, negando-se ao diálogo franco e “construindo” decisões judiciais opressivas aos trabalhadores.

Em pastas críticas, como a Segurança Pública, isso gera um abismo ente a categoria e o Governo, prejudicando diretamente o povo cearense que não necessita apenas de “viaturas de luxo” e “obras faraônicas”. Necessita, sim, de qualificados e valorizados profissionais da segurança pública que tragam uma reposta efetiva ao avanço assombroso da criminalidade no Ceará.

O grito de uma categoria, através de um movimento paredista, nada mais é do que o último suspiro de profissionais que são literalmente esmagados por governos que teimam em “maquiar” o caos social vivenciado em nossa nação.

Fonte: http://sinpolce.org.br/

Não desconsidero as exceções  porque ainda que raras existem, mas, infelizmente, essa ainda é a realidade que estamos vivendo e é ela que deve direcionar nossa compreensão, nossa fala e nossas ações. Do contrário, não vamos conseguir implementar as mudanças que desejamos e distante, muito distante ainda permaneceremos da policia civil que queremos para ainda continuar sofrendo na polícia civil que temos. Há dias que para se aguentar só mesmo cantarolando: 

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
 A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
Roda Viva - Chico Buarque