domingo, 29 de junho de 2014

Educação a distância para concurseiros

Por Aline Alencar Nunes


A corrida do brasileiro por uma vaga de trabalho no serviço público começa a abrir espaço para empresários do setor de educação à distância que investem em startups especializadas em preparar alunos para as provas. Com aulas ao vivo e plataformas incrementadas, essas startups contabilizam receitas interessantes e já chamam a atenção dos investidores.

O empresário Rodrigo Schluchting, por exemplo, abriu sua escola na internet, a Elo Concursos, aos 20 anos de idade. O negócio começou a operar em 2010, com aulas ao vivo e participação direta dos alunos. O empresário, que aos 18 anos já dava aulas, percebeu a demanda depois de trabalhar em cursinhos pré-vestibulares.

Em parceria com Elias Daniel, Deodato Neto e Alison Moraes, que hoje atuam na gestão da empresa, Schluchting investiu R$ 50 mil. A proposta do site é a de simular um ambiente de aprendizado presencial. Durante as aulas, os usuários podem enviar perguntas aos professores, via sala de bate-papo. Toda a interação é gravada para os alunos que perderam a transmissão online.

Com apenas quatro anos, a escola já conta com 12 mil alunos e faturou R$ 500 mil em 2013. Para este ano, o empresário estima um aumento de até 40% nas receitas. A meta é chegar ao primeiro milhão em 2015. Essas perspectivas fizeram com que Schluchting abandonasse a graduação em Física e investisse em uma especialização na área de Marketing Digital. "A empresa começou a exigir muito de mim", analisa.

A Rota dos Concursos, empresa criada em 2007, desenvolveu um banco de dados com mais de 600 mil questões de concursos. Este ano, o site atingiu a marca dos 300 mil usuários e espera gerar R$ 1 milhão em receitas. Com aportes da 500 Startups, da Monashees e da Gera Venture, a startup somou R$ 1 milhão em investimentos para otimizar o sistema.

A plataforma já identificava as questões mais pertinentes para cada candidato a partir dos assuntos cobrados nos exames, mas foi aperfeiçoada. "As pessoas têm mais condições de aprender coisas próximas do seu conhecimento atual. É com base nessa teoria que o novo sistema irá sugerir questões mais direcionadas", afirma o cofundador e presidente da empresa, Henrique Guimarães.

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