sexta-feira, 23 de maio de 2014

Reflitamos sobre a não adesão à paralisação nacional das polícias

Por Wagner Leite

Por vezes, consigo permanecer calado diante de certos absurdos, mas nem sempre consigo. Permitam-me uma rápida manifestação sobre a não convocação para decidir sobre uma possível paralisação das policias civis do Piauí e do Maranhão que acompanho mais de perto. Quanto ao Piauí, li no site da categoria uma nota esfarrapada que vocês podem ver clicando AQUI "assinada" pela diretoria. Quanto ao tempo hábil de que fala a nota é fácil perceber que esta argumentação não se sustenta, pois todo o Brasil que lê e acompanha jornal sabe muito bem que há tempos isso vem sendo propalado nos meios de comunicação. Outro ponto, igualmente relevante a ser posto, é a "autoria" da nota atribuída à diretoria. Posso garantir-lhes, neste momento, que a tal nota não é de autoria da diretoria. Aliás, isso já virou uma prática nociva em que alguém unilateralmente ou acompanhado de um ou outro decide uma coisa e manda que se publique uma nota em nome de uma diretoria que não foi sequer consultada. Quanto ao Maranhão, vejo uma nota ridícula em forma "pop up" dizendo que a "diretoria" decidiu pela não adesão ao movimento de paralisação nacional das polícias. Ora bolas! Essa é uma atribuição da categoria ainda que não estivesse prevista nesse ou naquele estatuto. Não cabe à diretoria decidir isso. Motivo?! Porque é de interesse coletivo, dentre outros. Portanto, erraram as "instituições sindicais" do Piauí e do Maranhão. Os motivos?! Já não me importam mais, uma vez que eles nada vão mudar neste momento. A propósito, quem sou eu? Apenas uma pessoa que sonha e luta para que tudo melhore para os policiais e para a sociedade. Não falo descansando em uma zona de conforto, seja no facebook ou sob o manto de um gabinete ou mesmo de uma especializada ganhando grandes gratificações. Aliás, por conta de meu empenho no último combate perdi uma chefia e mereci uma "atenção especial" da administração pública, que por meio de seu gestor, negou-me as férias de 2010 e ainda empenhou-se em interceder junto ao instituto de previdência para me negar uma licença médica que só consegui na Justiça depois de ter despesas com um processo contra o instituto de previdência. Achando pouco, a administração ainda me retirou  de meu local de trabalho sem nenhuma justificação, o que motivou um mandado de segurança em que o operário venceu novamente o patrão. Todavia, isso não foi tudo e nem a história para por aqui. Por aqui mesmo encerro apenas o texto desejando que Deus proteja todos os policiais e livre a sociedade dos maus gestores, lembrando ainda que não há vitória sem sacrifícios e que tudo na vida tem um "preço" - uns pagam pela covardia, pela desonestidade; outros, pela coragem, pela determinação. E você? Com qual "moeda" vai pagar?