segunda-feira, 19 de maio de 2014

Portal da Globo aborda novamente assassinato de Loane Maranhão enquanto tomava depoimento dentro de delegacia em Caxias-MA

Por Wagner Leite

Hoje, pela manhã, como é de nosso costume verificamos o que tem de notícia na internet e para nossa surpresa encontramos no portal da globo uma notícia sobre o assassinato de Loane Maranhão com a seguinte manchete "Faltou cuidado, diz superintendente sobre a morte da escrivã no MA". Na reportagem do portal da globo também tem um vídeo editado, é claro, e o caro leitor pode ver clicando AQUI, onde o senhor superintendente diz:  "um, que faltou cuidado à equipe que estava na delegacia; dois, que não sabe precisar se a escrivã estava sozinha tomando o depoimento de seu algoz; três, que a delegada estava na delegacia com duas investigadoras, mas não sabe se ela estava com a Loane Maranhão; quatro, que entre as atribuições do escrivão está tomar por termo o que o delegado produz; cinco, que todo policial deve seguir um procedimento de revista em qualquer suspeita, e outras coisas mais". Bem, vamos analisar cautelosamente o que foi dito na reportagem editada sabendo que nem tem tudo que reluz é ouro. O superintendente como sempre muito educado preferiu calar a verdade à dizer o que a Teoria do Silogismo de Aristóteles nos permite concluir "a Loane Maranhão estava desacompanhada da delegada" o que é óbvio, pois a delegada está vivinha da silva e o protecionismo em torno do cargo é tão grande e a mídia cúmplice tão canalha que a delegada não tem nome, só tem cargo. Se a Loane estava armada ou não - tenho certeza que já sabem, mas não ouvi ninguém questionar ou explicar porque o algoz ainda fugiu e se a delegada também estava ou não armada e porque não atuou como devia, inclusive, em legítima defesa de Loane. Tudo muito bem posto, inclusive, a parte que diz que faltou cuidado à equipe, por isso sou obrigado a perguntar: Que equipe? Ah, o povo que estava na delegacia. Entendi. Esqueceu que o escrivão trabalha como escravo e por isso é conhecido como escravão, mas cá entre nós, é um super humano que trabalha na solidão de sua senzala, de seu paiol, de seu cativeiro, fazendo o seu trabalho, o de seu delegado e por vezes o de um colega investigador - tudo isso armado somente com caneta, papel e computador, e quando não é assassinado no trabalho ou fora dele, por vezes é injuriado e processado administrativamente quando o trabalho de seu delegado não é feito. Ouvi também falar de um tal procedimento padrão de busca em suspeita. Ora, ora, até aquele momento o algoz era suspeita de estupro e na delegacia havia somente mulheres, o que me faz imaginar qual a importância da revista para encontrar a arma usada para o cometimento da violência da qual o assassino era interrogado por Loane e quem poderia se submeter a tal constrangimento. Procedimento padrão de busca em delegacia nunca existiu e nem existe e talvez nunca chegue a existir com tamanho amadorismo com que a policia trabalha e que o seu sucesso é mérito individual de alguns policias como Loane Maranhão. A lei permite a busca quando há fundada suspeita e naquele momento, qualquer busca só poderia ser arrimada na Teoria de Lombroso, hoje tida como preconceituosa. A verdade é que Loane Maranhão foi assassinada quando fazia o seu trabalho e o de seu "delegado" desacompanhada de qualquer policial como já é de costume nas polícias.