sábado, 31 de maio de 2014

Avó é indiciada por morte de criança em suposto ritual satânico, em RO

A Polícia Civil de Machadinho D'Oeste (RO), distante cerca de 350 quilômetros de Porto Velho, indiciou a avó do menino de 5 anos morto, no último dia 28 de abril, por Daniel dos Santos Costa, de 30 anos, em um suposto ritual satânico. O inquérito foi concluído, as investigações apontam que ela estaria na residência e nada fez para impedir o crime. Segundo o delegado Sérgio Seizo Toma, o depoimento da avó foi contraditório e ela responderá por homicídio na conduta omissiva.

O delegado explica que durante o interrogatório, o depoimento da mulher apresentava informações desencontradas. Na ocasião do crime, a avó contou à polícia que o suspeito teria chegado à residência alegando que o proprietário das terras o havia contratado para colher café e que precisaria de abrigo. No entanto, após dar abrigo ao homem, ele teria começado a agredi-la.

Ela disse ainda que tentou fugir levando as duas crianças, seus netos, que estavam na casa, mas o suspeito impediu que levasse o menino de 5 anos e foi ao vizinho pedir ajuda. “Há um intervalo grande, a morte da criança aconteceu por volta das 20h e ela chegou ao vizinho as 23h30. Além disso, o vizinho relatou que ela disse com tranquilidade ‘o Negão vai matar o meu neto’. O vizinho perguntou se precisava chamar a polícia e ela teria dito que não”, explica o delegado.
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Conforme as investigações, a testemunha não acreditou na versão da mulher. Segundo o delegado, quando ainda estava na casa do vizinho, o suspeito chegou e teria dito “o corpo já está pronto”. O suspeito e a avó da vítima teriam caminhados juntos até outro vizinho, onde a mulher conseguiu uma carona e foi dormir na casa de conhecidos. Já o suspeito foi até uma propriedade próxima, furtou uma motocicleta e fugiu.

“Em um novo interrogatório, o suspeito conta que fez tudo sozinho, mas que a avó estava dentro de casa. Mesmo sem ter capacidade física, ela tinha o dever de intervir, saindo para procurar ajuda. Chamada novamente, ela manteve o mesmo depoimento de antes”, ressalta Sérgio.

A Polícia Civil ouviu vizinhos e o avô da criança, todos disseram que ela nunca apresentou problemas psiquiátricos. Além disso, a polícia afirma que não foi constatado estupro na criança. O inquérito foi relatado e o Ministério Público já apresentou denúncia contra a avó, que está em liberdade. Além da vítima, a mulher cuidava de mais três netos. Todos foram encaminhadas para um abrigo da cidade.

O crime
De acordo com a polícia, a criança foi encontrada de manhã sobre uma mesa, com as mãos amarradas para trás e com um fio feito de papel de bala amarrado no pescoço, onde também havia um corte. Em volta da vítima havia temperos, como cebola, alho, uma imagem sacra e um espelho quebrado. Conforme apurado pela polícia, a criança era criada pelos avós, que trabalhavam como caseiros em uma propriedade rural. O avô estava na cidade, e segundo a polícia, não tem envolvimento no crime.

Fonte: http://g1.globo.com/ro/rondonia