quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Policiais civis param por 24 h e pedem 'socorro' no Acre

 
Policiais Civil paralisaram atividades por 24 horas no Acre (Foto: Rayssa Natani/G1)
Promoções, reenquadramentos e aumento do efetivo são reivindicações.
Possibilidade de greve não está descartada pela categoria.
 
Profissionais da Polícia Civil do estado se reuniram nesta quarta-feira (8) em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da cidade, em uma assembleia geral e pararam suas atividades por 24h. A intenção é chamar a atenção do governo para uma série de reivindicações que, segundo a categoria, são negligenciadas desde 2009.
 
"Nós temos um histórico desde 2009 de projetos que são aprovados na casa legislativa sem o consenso da categoria. Estamos pedindo socorro porque vamos trabalhar junto à sociedade para que elas possam entender quais são os problemas que hoje os policiais civis enfrentam", afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol) Itamir Lima.
 
Lima comenta que o sindicato havia firmado no ano passado acordos simples com o governo que não foram cumpridos. "Nós tínhamos propostas para regulamentar nossa aposentadoria, a exigência de nível superior na Polícia Civil, a titulação, que é um direito de todo servidor e infelizmente não recebemos desde 2010", comenta.
 
Outra reclamação da categoria se refere ao efetivo que tem o mesmo número de 2001. "Temos o mesmo efetivo que nós tínhamos 12 anos atrás. A população cresceu aproximadamente 35% e o nosso efetivo continua o mesmo. Além disso, dos 646 policiais do Acre, mais da metade se aposenta em até dois anos", ressalta.
 
Em tentativa de negociação com o governo, os policiais foram informados que por se tratar de um ano de eleição, em 2014 nenhuma lei pode ser alterada. Como resposta, os agentes não descartam a possibilidade de greve.
 
"Se o governo do estado não atender nossas reivindicações, principalmente no que se refere às promoções e reenquadramentos, não temos como avançar nas demais pautas e a possibilidade de greve é iminente", conclui.
 
Fonte: http://g1.globo.com/ac/acre/