quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Justiça revoga prisão de presos na “Operação Mercenários”

Foram revogadas pela justiça as prisões das seis pessoas presas pela “Operação Mercenários”, desencadeada no dia 29 de outubro do ano passado.

A revogação das prisões foi por decisão do juiz Adolfo Pires da Fonseca Neto, titular da Vara da Família, que está respondendo pela 1ª Vara Criminal da comarca de Imperatriz. O juiz entendeu que não eram mais necessárias as prisões preventivas dos acusados, que vão responder ao processo em liberdade.
 
A “Operação Mercenários” foi deflagrada para prender oito pessoas, entre elas cinco policiais militares, acusadas de crimes de pistolagem, agiotagem e formação de quadrilha, na região tocantina e até no estado do Pará.
 
Estavam presos e tiveram as prisões revogadas os policiais militares Carlos Henrique Azevedo Sales, o “Sales”; Hiltevan Cardoso Machado, o “Tevan”; Luís Cláudio de Araújo, o “Cláudio”; Francisco de Assis Bezerra Soares, o “Tita”, e João Bosco Moura Pedrosa, o “Pedrosa”, como também o empresário Francisco Ferreira Costa, conhecido como “Chico Papada”.
 
O delegado regional Assis Ramos, que comandou todas as investigações e a operação que culminou com as prisões dos acusados, disse que ordem judicial não tem outra alternativa senão cumpri-la. “Nós recebemos a decisão judicial e vamos cumprir. Mas já concluímos o inquérito e todos foram indiciados por crime de formação de quadrilha. Mas o juiz entendeu que não é necessária mais a prisão preventiva deles e nós vamos acatar com naturalidade, pois não é a primeira vez que acontece isso”, afirmou Assis Ramos.
 
Ainda segundo o delegado, os seis que estavam presos também são investigados em outros inquéritos que apuram participação no jogo do bicho, exploração de rinha de galo e em tráfico de armas. Eles também são investigados nos Estados do Pará e Tocantins. “Devido a essas outras investigações, podem haver novos pedidos de prisão preventiva. A parte da polícia judiciária com relação à ‘Operação Mercenários’ foi feita, agora vamos trabalhar nos outros inquéritos”, concluiu Assis Ramos.
 
O Ministério Público, através do promotor Joaquim Júnior, poderá recorrer da decisão da justiça. O MP vai analisar os fundamentos da concessão da liberdade e, se discordar, pode recorrer da decisão. “Nós, do MP, ficamos surpresos com essa decisão porque, há poucos dias, a juíza Ana Paula, quando respondia pelo plantão, prorrogou as prisões por entender que existiam provas e pela necessidade de manter os acusados presos”, enfatizou Joaquim Júnior.
 
Fonte: http://oprogressonet.com