quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Médico é preso após bater ponto no posto de saúde e depois, ir embora

O médico que aparece na imagem desta matéria é o ginecologista Jetson Luiz Franceschi. No começo da manhã do dia 05.11, ele chega a uma das UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade de Curitiba (PR), estaciona o carro e entra pela porta da frente. Minutos depois o profissional sai sem atender nenhum paciente. Ele deveria cumprir expediente de três horas no local. Os policiais continuam a investigação e o seguem. O médico chega ao consultório particular dele, na esquina das ruas Antônio Alves Massaneiro com Londrina, no Centro de Cascavel, para atender consultas particulares.
Pouco tempo depois, o ginecologista é conduzido para a 15ª SDP (Subdivisão Policial) e é preso em flagrante pelo crime de falsidade ideológica.
O flagrante foi possível graças a denúncias repassadas para a CPI da Saúde, da Câmara de Vereadores. Eles descobriram que o médico registrava o ponto todos os dias, mas não cumpria o expediente.
 
O presidente da Comissão da Saúde, Gugu Bueno, falou sobre o trabalho de investigação. O médico vinha sendo investigado há pelo menos um mês pela CPI da Saúde. Das três horas que deveria atender diariamente, ele cumpria apenas uma. Isso faz com que os vereadores acreditem que ele era acobertado por algum funcionário.
 
A CPI da Saúde procurou levantar o maior número de provas possível. Eles conseguiram o registro por telefone e ligavam na UBS para saber se o médico estava atendendo. Imagens feitas pela CPI, no dia 30 de outubro mostram o médico chegando às 7h07, dois minutos depois ele vai embora e só retorna às 9h42. Depois de atender uma hora, ele vai embora às 10h40. Também há imagens de ontem: o ginecologista chega à unidade às 7h13 e vai embora às 7h15. Jetson está preso e só pode sair se o Juiz estipular fiança. O delegado Julio Reis destacou que o caso continuará sendo investigado.
 
Cópia do cartão ponto do médico, referente ao mês de outubro foi fornecida pela CPI da Saúde. No documento, as três horas de trabalho sempre estão registradas, mas a população que depende do SUS no Bairro Faculdade, nunca foi atendida todo esse tempo, conforme apontam as investigações.
 
Fonte: http://180graus.com/