segunda-feira, 11 de novembro de 2013

DENÚNCIA DE POLICIAIS SOAM SEM ECO.

Estamos todos acompanhando com muita atenção o que vem acontecendo no Estado de Maranhão no que cinge a questão ligada à segurança pública, situação esta que, ressalte-se, integra a realidade do Brasil. 

O país vive uma crescente onda de crimes. Todos os dias dezenas de noticias dão conta de que os policiais militares, principalmente, estão, em ritmo de caça, sendo abatidos por elementos criminosos que se multiplicam parecendo bem bancados economicamente para com sucesso executar suas ações criminosas. Um bom exemplo são as centenas de assaltos a agências bancárias diariamente.  Para onde vai esse dinheiro?! Aos policiais nada resta senão conviver com a insegurança que é estendida aos seus familiares.

Há quanto tempo ouvimos dizer que no sul do pais policiais não podem usar suas fardas sendo obrigado a mantê-las muito bem escondidas para evitar serem identificados como policiais sob risco de sofrer algum atentado.  Há muito essa noticia nos chegue através dos telejornais e dos programas sensacionalistas que dão conta com muita satisfação dos horrores protagonizados no âmbito criminal.

Em 2012, várias reportagens deram conta de que só no referido ano mais de 90  policiais militares foram assassinados no estado de São Paulo. Pelo menos esse foi número divulgado. No Rio de Janeiro então, nem divulgados foram. Uma ou outra noticia breve sem cunho oficial para tratar a questão foi o que acompanhamos. 

Por aqui a gente dava graças a Deus acreditando vivenciarmos um período de relativa tranquilidade em virtude da ausência de episódios em que as vitimas eram policiais em serviço ou fora dele, mas por conta da profissão.

Quantas denúncias de policiais chegaram a ser levadas para as tribunas por parlamentares dando conta de que até mesmo os familiares de policiais haviam passado a correr riscos, não podendo nem mais estender suas fardais em varais como forma de se proteger?! Se as falas existiram o eco dessas denúncias cairam no vazio. Acontece muito! Essa fala até me lembrou uma viagem que fiz para São Paulo no ano de 2009, pois lá chegando ao preencher a ficha do Hotel localizado na cidade de Sorocoba fui orientada pela recepcionista Villa Centrale Hotel a não dizer para ninguém que era policial, e nem preciso dizer o porquê.

Ontem mesmo assisti a reprise de um programa de reportagem da TV Rede Vida (datado do ano de 2002) em que o entrevistado, falecido ator Jorge Dória, respondeu ao ser questionado se tinha medo da policia, o seguinte: "EU NÃO! VOU TER MEDO DA POLICIA POR QUÊ. ELES ESTÃO PARA NOS AJUDAR. TENHO UM AMIGO POLICIAL MILITAR, ELE NÃO USA FARDA, SAI COM ELA ESCONDIDA PARA VESTIR APENAS NO LOCAL DE SERVIÇO, TEM MEDO DE SER RECONHECIDO E MORTO". E olha que já se passaram onze anos. O que melhorou?!

Tudo que vejo são criticas à atuação da policia. TODAS AS DENUNCIAS DE QUE POLICIAIS MILITARES JÁ NÃO ANDAM MAIS FARDADOS PARA NÃO SEREM MORTOS NUNCA FORAM DE FATO OUVIDAS. 

Quantos de nós civis também já há muito não escondemos nossas funcionais com receio de que sejam encontradas no interior dos veículos que tomamos para nos deslocar, principalmente, no dia a dia de casa para o trabalho. Eu mesma, há muito escondo essa carteira, e mesmo diante das brincadeiras dos colegas de que escrivão não é policia, não arrisco. Uma mulher prevenida vale por duas, já dizia minha avó. 

Infelizmente, pelo jeito a realidade de homicídios contra policiais antes comum ao eixo Rio - São Paulo chegou por aqui. Confesso que acredito bem difícil o trato desta questão, mais aos especialistas, gestores da segurança pública deve caber o papel de bem definir planos e ações de combate a essa situação. Mas, uma coisa é certa, esconder a verdade, apresentar como inimigos os sujeitos errados não resolve em nada. E que fique claro para todos que pobreza não é sinônimo de criminalidade. Nem pobre de criminoso. É o que penso! Que os verdadeiros culpados sejam punidos com os rigores da lei e que a policia assuma seu papel com valor e com o poder que a ela é disposta para bem e fielmente cumprir seu papel de estabelecer a ordem a paz e a segurança para todos.