domingo, 24 de novembro de 2013

Chapa pretende implantar nova filosofia de trabalho na Polícia Civil e combater assédio moral

A decisão que tomei de formação de uma chapa para concorrer às próximas eleições do Sinpol marcada para o dia 20.12.13, é decisão recente. Hesitei o quanto pude, confesso, esperei que outras chapas surgissem para efetivar uma ação de mudança que considero imperiosa. Não estamos satisfeitos e a mudança grita por acontecer. Sem resposta, lancei-me ao desafio juntamente com outros colegas. Estamos ávidos de uma vida novinha que a gente deseja para todos os policiais civis que pretendemos seja encabeçada pela nova diretoria do Sinpol através de uma nova filosofia de luta e de trabalho. A hora é agora, e se a missão é essa, a gente assume com humildade, com fé e com muita disposição. A chapa deverá ganhar registro no próximo dia 02.12.13, pelo menos essa é nossa intenção. Esperamos sinceramente com essa ação contemplar o desejo de todos àqueles que têm se manifestado favoráveis a uma renovação de pessoas e de ações para o sindicato. Não estamos pretendendo apenas concorrer a uma eleição sindical, mas vencê-la para como representantes legítimos dos policiais civis e prontos para o enfrentamento implantar uma nova filosofia na atuação dos policiais, na defesa de seus direitos, no combate ao assédio na instituição policial, no combate às transferências arbitrárias de policiais que se recusam a fazer trabalhos de delegados e daqueles que ousam dá publicidade aos erros praticados por seus superiores hierárquicos. Conhecemos as dificuldades da policia pelo sua condição franciscana imposta pelos governos que se sucederam e pelo silêncio de quem não ousou enfrentá-los, mas também sabemos que em determinadas situações a falha não pode ser atribuída somente aos governos, como a desídia entranhada no corpo e na alma de algumas autoridades que deixam de ouvir às vítimas e resolver os seus problemas de ordem policial, principalmente, as vítimas de crimes de ação pública incondicionada em que a autoridade está obrigada por lei a proceder a devida investigação, mas na maioria das vezes limita-se apenas a circular um ponto do boletim de ocorrência e nada mais. Conhecemos a situação do estado, da polícia e dos policiais que muitas vezes dão literalmente o sangue pelo trabalho e enfrentaremos os problemas lutando em todas as frentes, inclusive, para diminuir a distância entre os salários de delegados e dos policiais que hoje beira o ridículo, o bizarro e afronta a dignidade dos policiais civis e algumas vezes o ânimo para o trabalho. Não é à toa que muitos policiais têm deixado os quadros da policia para trilhar outros ofícios onde a dignidade está presente e o assédio não existe na mesma proporção que hoje maltrata os policiais e os adoece. Não esqueceremos de acompanhar a situação humilde e acanhada do jurídico que de muito tempo não tem agradado à categoria, talvez temendo desagradar alguma autoridade quando, na verdade, a preocupação deveria ser outra. Assim, apresento-me como candidata a presidente do Sinpol e coloco o meu nome à disposição dos colegas que acreditam em meu trabalho e na disposição dos demais colegas que comporão a nossa chapa. Nos próximos dias divulgaremos neste mesmo espaço os nomes de todos os componentes para esta renovação que pretendemos. Quem tiver interesse em participar e apoiar é só entrar em contato.
Márcia GARDÊNIA 

TÁ NA HORA DE ENFRENTAR A MUDANÇA....