quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Bom dia!

E hoje, antes do trabalho iniciar uma boa dose de psicologia não vai fazer mal, pelo contrário. Então, leitura breve para nos ajudar a viver melhor....
 
Psicologia na Imagem
  
  
Por Maria Eduarda Campagna e Rodrigo Banqueri.

O ser humano em sua evolução foi desenvolvendo no sistema nervoso central, principalmente no encéfalo, novas zonas cerebrais, diferentes de outras espécies, possibilitando sentimentos, raciocínio lógico e memórias, devido às necessidades de sua sobrevivência. A percepção foi um desses atributos, pela caça e o cuidado com seus filhos.

 A mente humana começou a evoluir tanto, que criou emoções que são responsáveis pela sensibilidade humana, que só nossa espécie tem.

A imagem contribui para muitas influências psicológicas que mexem tanto com o físico quanto o emocional, independentemente de sexo, raça, idade e cultura, sendo responsável pelos comportamentos positivos e negativos.

O efeito positivo tem como fatores psicológicos agitação, ousadia e competição. Influências emocionais mexem com o sistema orgânico das pessoas, e pode alterar o sistema endócrino e sistema imunológico, que trás complicações físicas e comportamentais, como uma depressão e doenças dermatológicas.

Temos uma imagem predeterminada em nossas mentes onde vamos dar valor para coisas que estejam nesses padrões, esse é um dos motivos para tantas diversidades de estilos pessoais. Padrões que são desenvolvidos ao longo das experiências vividas, como costumes, religiões, tendências, que são compatíveis com a imagem desejada internamente, por exemplo; queremos ser fortes, dinâmicos, elegantes, atrativos, sociáveis tudo que uma sociedade moderna impõe, só que isso são sensações que temos para expressar qualidades competitivas, isso esta no interior, apenas na mente da pessoa, sendo preciso ser expresso para o mundo, e a única forma de expressar certas qualidades para as pessoas, é trabalhando as mensagens subliminares. Às vezes uma alteração na imagem pode fazer o inverso no emocional, como exemplo; o aparecimento de uma espinha pode fazer uma pessoa não querer ir mais a um compromisso.

O fator psicológico tanto é no individuo quanto nos observadores, com reações distintas, como antipatia, identificação, critica, admiração, respeito e gozações. As pessoas interagem melhor e confiam em outras que têm as mesmas determinações, é a onde se cria vínculos amorosos, amizades e grupos, sendo essencial uma imagem que não intimida o outro que se sentem ameaçados e inferiores.

No mundo competitivo o ideal é uma imagem equilibrada, que trás uma boa reputação pessoal.
Inconscientemente as pessoas alteram seus comportamentos devido ao estilo que compõe no momento, que pode ser imitado de diversas fontes como, revistas, televisão, companhias e etc. São influencias que determinam grupos, que faz as pessoas interpretarem e remeterem as vibrações que a imagem transmite, e altera até as expressões faciais e o modo de tratarem os outros. Essas alterações são reflexos do que buscamos, sendo que o que buscamos também pode traduzir na imagem determinada, que vai depender das formas, cores e tudo que induz a interpretação de conceitos expressivos, como a semiótica, símbolos arquetípico, linguagem corporal e o conhecimento dos efeitos psicológicos nas emoções.

O efeito psicológico depende da capacidade de conhecimento e cultura que sempre vão ao encontro da satisfação pessoal, que trás um prazer psicológico que eleva o ego, isso depende de imagens com suporte estético, que comporta a necessidade de expressão e de compromissos cotidianos.
O psicológico imaginativo faz com que as pessoas determinem uma personalidade comportamental, junto com suas experiências que se adéqua com a imagem mental.
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A altura, o peso, a forma, a cor do cabelo, dos olhos e da pele, a grossura dos lábios, o tamanho das orelhas, das mãos, dos dedos, das pernas ou dos braços, são particularidades, que no seu conjunto, arquitectam um todo que dita como nos relacionamos connosco, com os outros e com o mundo. Mas, mais do que aquilo que expomos aos outros, mais do que o corpo que mostramos, a imagem corporal diz respeito à experiência interior que cada um tem com o seu próprio corpo. Abraçando percepções, crenças, pensamentos, sentimentos e comportamentos, sobre essa mesma experiência.

Quando percepcionamos que a nossa imagem corporal não corresponde àquilo que desejaríamos, despertamos dificuldades que se verificam desde a aceitação pessoal ao relacionamento com os outros e com o mundo. É comum, por exemplo:

- Emergirem sentimentos de baixa auto-estima, de desvalorização pessoal e de inadequação, que podem mesmo conduzir à depreciação do próprio enquanto pessoa, e levá-lo consequentemente à vivencia de estados depressivos;
- O surgimento de perturbações alimentares, face à insatisfação com a forma ou peso do corpo;
- A percepção da feminilidade e da masculinidade serem postas em causa, quando se percepciona que não se possui, ou se possui deficitariamente, as qualidades físicas esperadas para o género. Levando a uma diminuição da percepção de aceitação dos outros e condicionando o estabelecimento de interacções sociais;
- Ao nível da intimidade sexual, devido à necessidade da exposição ao outro, a percepção de um corpo feio, deselegante e disforme conduz muitas vezes à substituição de uma experiência prazerosa e relaxante, numa prática de elevada tensão e ansiedade, que tende a ser evitada a todo o custo.

Todas estas consequências negativas, impõem assim uma necessidade de alterar as percepções que temos da nossa imagem corporal. E ultrapassando em muito aquilo que observamos quando nos olhamos ao espelho, se quisermos modificar a percepção que temos da nossa imagem corporal, precisamos de olhar também, e em profundidade, para o nosso interior. Porque a resposta não reside no mudar o corpo, mas sim no mudar percepções, crenças e pensamentos que temos dele.

Aquilo que possuímos é único e incomparável.