quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quilombolas de Monte Alegre recebe projeto de intervenção.

 No sábado (11.10) estive na Comunidade Quilombola Monte Alegre, localizado no município de São Luiz Gonzaga/MA. Em encontro alegre e bastante descontraído, juntamente com alunos do curso de Ciências Sociais, abordamos a temática violência doméstica a partir da Lei Maria da Penha e da efetividade das políticas públicas para o combate dessa violência. A oficina faz parte do Projeto de Intervenção intitulado “EM TERRAS DE CONFLITOS: das agressões físicas à violência de gênero”, desenvolvido pela aluna pesquisadora Aldina da Silva Melo e pela Profª Orientadora Viviane de Oliveira Barbosa.

A relevância do estudo é verificada pela ausência de dados que tratem especificamente das situações de violência que envolveram diretamente as quebradeiras de coco dessa região. Assim, a presente análise mapeia e resgata um pouco da história de vida de diferentes mulheres trabalhadoras da referida comunidade a partir da análise de suas memórias e sob um enfoque de gênero. Na fala da mulheres a presença da violência reflete também a ausência do Estado. Mesmo tendo as mulheres conhecimento da existência da Lei que surgiu com objetivo de combater a violência e protege-las todas foram unânimes em denunciar a ausência de ações efetivas que as protejam.

Como o objetivo da minha fala foi orientar essas mulheres no sentido de denunciar as agressões pontuando cada passo a ser dado após essa decisão, logo se pode verificar a descrença dessas mulheres quanto a ação estatal. Para elas o que existe é um Estado omisso e sem política efetiva de inclusão. E a fala do Prof. Ribamar expressando a sua indignação quanto a impunidade que predomina em virtude da ausência do poder estatal revela o quanto longe se encontra a comunidade de ter garantido seus mais básicos direitos.

E foi a partir da fala descrente de dona DIJÉ (líder da comunidade) que verificamos que na cidade de São Luiz Gonzaga não há ação efetiva do Estado no que tange a Segurança Pública, e o que predomina de fato é a INSEGURANÇA de homens, mulheres e crianças. Daí a importância da participação acadêmica a partir dos seus mais diversos projetos de intervenção, da pesquisa em ação e do movimento social.