domingo, 20 de outubro de 2013

Foi preso em Valença-PI, Wagner Alexandre, que matou um dos dois policiais que faziam o seu transporte de Chapadinha no Maranhão para Recife, capital de Pernambuco


Foi preso em Valença-PI, Wagner Alexandre, que matou um dos dois policiais que faziam o seu transporte de Chapadinha no Maranhão para Recife, capital de Pernambuco. O transporte inadequado, inaceitável e amador do perigoso preso, Wagner Alexandre, de Chapadinha no Maranhão para Recife em Pernambuco teve um final trágico com a morte de um dos condutores. É bem verdade que a tragédia poderia ser bem maior, inclusive, com a morte do outro policial, ou mesmo de algum usuário das rodovias por onde o transporte era feito. Verdade seja dita: não ouvi e nem li em qualquer lugar algum questionamento sobre a forma ridícula e amadora como o transporte era feito. Apenas dois policiais para transportar um preso de alta periculosidade condenado a mais de 200 anos de cadeia, com 27 mandados de prisão em seu desfavor, homicida e estuprador. A vida de um policial foi ceifada e o gestor público que os enviou em missão suicida e amadora para transportar um agente do mal por mais de 1.000km, cortando 3 ou 4 estados, provavelmente para economizar em diárias, descansa confortavelmente no trono de alguma secretaria ou delegacia e ainda assim a mídia não ousa questionar o desastroso transporte de Chapadinha para Recife por apenas dois homens, sem nenhuma escolta. Onde se encontram os defensores dos direitos humanos, a OAB, o Ministério Público e os Presidentes de Sindicatos de Policiais que não se manifestam acerca do alto risco desnecessário e amador a que foram submetidos àqueles que fizeram o transporte que terminou em tragédia, ou será que policiais não são humanos? Quantos policiais terão de morrer mais para que os gestores sejam responsabilizados diretamente por uma operação suicida e os defensores dos direitos humanos e a OAB possam abrir a boca em defesa desses trabalhadores que dão de fato o seu sangue por uma causa honesta, e não simplesmente se enrolam em uma bandeira para tirar fotos ou dizer que dão o sangue por isso ou por aquilo? Espero que o sindicato tutor dos direitos dos policiais responsáveis pelo vil transporte acorde e busque na Justiça, cível e criminal, responsabilizar o gestor incauto que enviou os dois trabalhadores na missão suicida e que os policiais lembre-se da proporção que em condições normais de trabalho é sempre de 3 (três) policiais para 1 (um) bandido, e que o transporte de um preso por percurso tão grande ou tão perigoso só deve ser feito com escolta e número de policiais adequado para situação de perigo.

Wagner Leite