quarta-feira, 2 de outubro de 2013

COMO ESTÁ O PSICOLÓGICO DESSES POLICIAIS?

NO DISTRITO FEDERAL - "Distúrbios psicológicos e dependência química levam, em média, 273 policiais civis e militares a buscarem tratamento médico todos os meses. Somente no primeiro semestre deste ano, 1.642 agentes da segurança solicitaram ajuda nas respectivas corporações, de acordo com a Subsecretaria de Integração e Operações de Segurança Pública. Números que os representantes das categorias acreditam ser ainda maiores porque nem todos recorrem ao serviço médico.

Dos 80 policiais militares em tratamento atualmente, 58 — ou 72,5% — fazem parte do Programa de Recuperação e Apoio ao Dependente Químico (Pradeq). Quatro deles estão internados em clínicas de reabilitação. Outros 22 recebem apoio no Programa de Resgate a Autoestima e Valorização da Vida (Praev-Vida). A maioria absoluta dos pacientes é experiente e tem mais de 10 anos de trabalho.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jooziel de Melo Freire, ressalta que os números de policiais em tratamento têm se mantido estáveis. “São usuários de drogas lícitas (álcool) e ilícitas. O que não se recupera ou não aceita o tratamento é excluído da corporação”, garante. Jooziel destaca que as condições de trabalho da PM são excelentes. “O pedido de aumento salarial é legítimo, mas o que ganhamos é condizente com o restante do país”, diz.

No caso da Polícia Civil, não está detalhado qual tipo de atendimento médico é prestado aos agentes. Dos 5.076 servidores, pelo menos 1.562 passaram por consulta psicológica no primeiro semestre do ano.  O diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, informou que vai comentar o caso após ter acesso aos dados detalhados da Policlínica. (?!)

Cerca de 300 policiais civis precisaram de atendimento psicológico nos últimos seis meses e a maioria está proibida, temporariamente, de usar arma de fogo. Outros 481 servidores — entre agentes, escrivães e pessoal do administrativo — estão com alguma restrição médica, sendo que 78 deles terão de ser readaptados para desempenhar função diferente porque possuem limitações de ordem psicológica ou física que os impedem de continuar no cargo de origem.

O número de servidores que necessitaram de atendimento psicológico está dentro dos padrões segundo o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier. “Cerca de 300 policiais em atendimento psicológico é alto para as profissões em geral. Mas, considerando as pressões relacionadas ao trabalho policial, os atendimentos não fogem às normas mundiais”, assegura."
“ Quem não se recupera ou não aceita o tratamento é excluído da corporação”

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/


NO MARANHÃO. Desconheço os números que retratam essa realidade da nossa policia. Acredito até que esses dados nem existam mesmo, pois não ouvimos deles falar. O que sei é que já precisei do atendimento e o fiz. Sei também que o número de policiais que tem recorrido as consultas psicológicas e psiquiatras só tem aumentado. E longe está de representar a quantidade policiais que deveriam passar pelo tratamento. Mas, como os próprios policiais fazem questão priorizar a discriminação em detrimento do tratamento, se segue doente. Ser taxado de doida(a) e discriminado no ambiente de trabalho pode ser um bom motivo para se fechar os olhos para um comportamento alterado, vícios com drogas licitas e ilicitas e todo tipo de distúrbio que possa vir a ocorrer em virtude de tão estressante atividade. Motivos de certo não nos faltam para justificar esse quadro agravante de estresse que tem acometido até mesmo de suicidio muitos policiais.

Temos acompanhado as noticias de suicídios de  policiais associando a rotina de trabalho como causa...Recentemente tomei conhecimento do suicídio de um policial militar aqui na cidade de Teresina, e ao questionar sobre a motivação para tal evento a uma colega sua de trabalho, que também faz tratamento, me indignou a primeira resposta: "PARECE QUE ERA MEIO DOIDO...USAVA DROGAS. FOI ISSO QUE ME DISSERAM". É sempre assim julgamento precipitado, discurso simples para explicar uma realidade complexa. E a culpa vai sendo de quem adoece, de quem morre.

Ora, ora, se essa é a compreensão que os próprios policiais tem da situação não me surpreende que um Comandante da Policial conforme pudemos verificar acima destaque como EXCELENTE o trabalho da PM ou que um Diretor Geral da Policia mesmo querendo disfarçar nada saiba acerca das condições de saúde mental dos policiais que dirige. REALIDADE BRASIL A DENTRO E BRASIL À FORA.

Com medo de ser taxado de "doido" e discriminado como profissional incapaz para a atividade é comum optar-se por negar o tratamento ou melhor, nem fazê-lo, situação bastante preocupante diante das consequências para a saúde do profissional e para a qualidade do serviço e das relações no dia a dia, cada vez pior!

 NO PIAUÍ.

Ah! Mas, ainda tem o pior. É quando um policial, com mais de 25 anos de serviço, procura tratamento psquiátrico por apresentar sintomas intensos de estresse e em resposta é surpreendido pela DELEGACIA GERAL DE POLICIAL com a instauração contra si de UM INQUERITO POLICIAL  e uma SINDICÂNCIA ADMINISTRATIVA DISCIPLINAR. Maravilha não!? Isso é que é uma excelência de gestão, né não?!

ONDE ISSO ESTÁ ACONTECENDO?  DIGO:  NA POLICIA CIVIL DO ESTADO DO PIAUÍ.    

Mas sobre essa perseguição pessoal vou comentar aqui logo, logo. É que estou atrás da PORTARIA do Delegado Geral mandado instaurar os referidos procedimentos contra o policial.