segunda-feira, 23 de setembro de 2013

NA CONTRAMÃO DA VERDADE


Existe um adágio popular que diz que roupa suja se lava em casa. Esse é um ditado que muito bem se aplica a situações geradas no âmbito familiar onde facilmente se pode resolver questões conflitantes sem se extrapolar a esfera privada. Quem conhece o ditado e já parou para refletir sua mensagem compreende muito bem que ela não se aplica as nossas falas de denúncia acerca das irregularidades, ilegalidades e tudo mais que geram problemas institucionais e que terminam extrapolando os limites das delegacias tornando públicas questões como a que foi suscitada no site do Sinpol-Ma, acerca das condições do alojamento dos escrivães da cidade de Imperatriz/MA.

Todas e quaisquer situações de conflito gerado no âmbito do serviço público que interfira na qualidade do serviço prestado deve ser sim do interesse de todos. Pois bem sabemos que quando nosso inconformismo fica limitado ao espaço do problema quase sempre não encontra solução alguma, pelo contrário, cresce, vai ganhando nova forma, e sua versão original vai sendo propositalmente modificada com o fito de criar onfusão suficiente e necessária para ter adiado a solução do problema até parecer que o problema não existe ou já foi resolvido. É o popular empurra com a barriga.

Não é esta nossa realidade?!

Eu me sinto cada vez mais indignada com a situação de muitos policiais escrivães espalhados por esse Maranhão.

Não sei qual é a situação dos mesmos na capital ludovicense, mas no interior do Maranhão a situação não é das melhores não. Digo pelos relatos que tomo conhecimento em beira de estrada, naquele velho encontro de colegas de trabalho. E haja história!

E se o escrivão resolve falar, agir, ter iniciativa diferente da autoridade policial, lascou-se! Perseguição diária com garantia de verdade daquilo que decidir dizer. Como eu sei disso?! Esqueceram que eu fui afastada da delegacia da mulher de Bacabal em novembro de 2012, quando me encontrava em gozo de férias permanecendo afastada até maio do mesmo ano, sob alegação de disseminar fofoca no ambiente de trabalho, ser desidiosa, ser faltosa, ser desprovida de ética profissional e um bocado de outras coisas, sem existência de qualquer ato de apuração do fato, mesmo tendo havido solicitação da minha parte para tal.
 
Quase dez meses após ocorrência desse fato, continuo desenvolvendo minhas atividades na Regional de Bacabal como se nada tivesse ocorrido de anormal. São situações como essa que me motivam a procurar cumprir com fidelidade o que está disposto no nosso estatuto para melhor servir a quem temos a obrigação pelo dever do nosso cargo, sem esquecer os princípios da hierarquia, da disciplina e da legalidade, conforme aduz o Art. 3º, do nosso Estatuto.

Entretanto, ressalto que as atividades de uma delegacia são realizadas por três classes de profissionais: delegado(a), escrivão(ã) e investigador(a). E todos merecem o devido respeito cabendo a cada um ter os seus direitos reivindicados e garantidos sem sobrepujamento de uma classe sobre outra.  Ou tratamos de trabalhar com a realidade e com a “verdade” que desejamos ver alterada, ou “tudo como dantes no quartel de Abrantes”. E não adianta reclamar!

Márcia Gardênia Alves Pereira. EPC/BACABAL