terça-feira, 17 de setembro de 2013

Finalmente....


Ontem foi inciado mais um curso de formação acadêmica do novos policiais civis do Estado do Maranhão. Ao todo são 272 investigadores, 91 escrivães, 46 peritos criminais; 16 médicos legistas, 9 farmacêuticos legistas, 14 odontolegistas e 19 auxiliares de Perícia Médico Legal. A cerimônia de abertura do curso aconteceu pela manhã, na Academia Integrada de Segurança Pública (AISP), localizada no Parque Independência e foi presidida pelo secretário de Segurança, Aluisio Mendes. As aulas acontecerão nas instalações da AISP e serão ministradas por professores, em sua maioria, civis e policiais dos quadros do Sistema de Segurança e das universidades locais.  Reconheceu a Delega Geral, Cristina Meneses, na sua fala que o novo grupo de policiais “Será um reforço importante em meio à imensa demanda que temos, atualmente reprimida, principalmente pelas vagas abertas pelos agentes que se aposentaram”. 

Fonte: https://www.ssp.ma.gov.br


Entretanto, digo, que as vagas abertas não se deram apenas em virtude de aposentadorias, mas também pela saída de muitos agentes e escrivães já do último concurso. Sem atrativo financeiro para permanecer e diante das péssimas condições de trabalho se faz da polícia trampolim, e mesmo gostando da atividade se parte em busca de melhoria profissional. Quem já pode ir foi. Não sei a quantidade exata de escrivães que deixaram a polícia em virtude de aprovação em outros concursos, mas sei que o número não é pequeno, outros estão à espera de posse em tribunais de Justiça. Só aqui em Bacabal são dois escrivães nessa condição. Situação preocupante esta, pois se 91 escrivães pode parece muito, digo que não é muita coisa não. Inaceitável um número tão ínfimo de policiais escrivães, quando é de conhecimento de todos os conflitos gerados em torno dessa relação escrivão - autoridade policial porque ao escrivão querem atribuir uma quantidade de trabalho que sozinho não consegue cumprir bem porque, muitas vezes, é obrigado a desempenhar papéis que não lhes pertencem. Tudo pela relação cordial! Espero que diante de tão ínfima quantidade de escrivães que venham muitos delegados de polícia, pois continuar a querer exigir do escrivão que continue a fazer um trabalho que não faz parte da sua atribuição porque o dia a dia exige que o trabalho seja feito não é LEGAL, e termina por gerar muitos conflitos, pois já não se encontra mais com facilidade escrivão manso, subserviente, acatando sem reclamar seus direitos. Se não tem delegado em quantidade suficiente para o trabalho de uma delegacia ser feito na qualidade e quantidade que deve ser feito, que se busque a responsabilidade onde caiba, não enlouquecendo escrivão por esse interior á fora, onde delegado quer gozar de folga (direito seu) contando com escrivão para fazer sozinho o flagrante que deve ser encaminhado para outra cidade para que seja assinado por outro delegado que não presenciou em nada o feito. Não é piada, acontece! Quem faz o flagrante? ADVINHEM!  

Para quem chega, minhas boas vindas. Que o curso tenha a excelência que precisa ter para que tenhamos profissionais qualificados para bem exercer a difícil missão que os espera.