segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ENSINO CONTRA A COVARDIA

Aluna do 6º ano do CEF 1, de Planaltina, Lorena de Araújo Calmo sabe dizer quem é Maria da Penha
A expectativa de mais segurança e de um ponto final para o sofrimento de crianças abusadas dentro de casa está exposta na redação de uma menina de 11 anos. Ela escreveu o texto impulsionada pelo sentimento de justiça, após conhecer o nome da mulher em que deposita todas os projetos de mudança: Maria da Penha. 
O despertar para o conhecimento da lei não ocorreu com interferências ou por meio de amigos. Veio da escola. Joana (nome fictício) aprendeu na sala de aula que não precisava aceitar a violência doméstica contra ela e a mãe. Resolveu desabafar na aula de redação. “Fui estuprada e ainda sinto medo. Já sofri muito e minha mãe também, mas agora existe essa lei. Temos que ter a confiança de que tudo vai mudar”, relatou.
A educação sobre os direitos da mulher e outros assuntos com o recorte de gênero passou a ser obrigatória no fim do ano passado. O Conselho de Educação do DF (CEDF) estipulou a inclusão do conteúdo no currículo dos ensinos fundamental e médio, por meio da Resolução nº 01/2012. No fim do mês passado, uma recomendação inédita no país, formulada pelo CEDF, em parceria com a Secretaria da Mulher, orienta a atuação dos professores nas salas de aula. 
Segundo o documento, os docentes devem trabalhar a Lei Maria da Penha de forma interdisciplinar, além de usar documentos como as convenções de direitos humanos nacionais e internacionais. O objetivo: eliminar todas as formas de preconceito e de violência contra as mulheres.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br