sábado, 10 de agosto de 2013

DELEGACIA DA MULHER COMEMORA SETE ANOS DA LEI MARIA DA PENHA.

Na Delegacia da Mulher de Bacabal, os sete anos de vigência da Lei Maria da Penha foram celebrados em um encontro ocorrido na  manhã de quarta-feira (07/08).

O objetivo foi refletir  as melhorias  necessárias para o atendimento das vitimas de violência doméstica a partir de um atendimento humanizado a essas vitimas. 

As parcerias com outros Órgãos e Instituições também foi meta que se considerou ainda a ser efetivamente alcançada. E o que desejamos é que este compromisso gere condições de oferecer as essas vítimas os serviços que precisam como apoio jurídico, psicológico e 'acolhimento humanizado'.  

Agora também é projeto a ser implementado uma CASA ABRIGO  para a cidade com objetivo de atender mulkheres e criançlas vitimas de violência. 

O sentido maior desse encontro foi confirmar nosso compromisso de trabalho junto à comunidade local, dizer que estamos de portas abertas para atender todos os atos de denúncia.

Ainda que todo processo SE INICIE COM ESSE ATO DE DENÚNCIA, temos necessidade de uma rede de serviços que atendam esses casos. E essa realidade ainda se constitui um grande desafio. 

Precisamos que os serviços judiciários, de pericia e de saúde aconteçam de forma mais imediata e emergencial. Tudo ainda é muito lento, lentíssimo!   

Apesar dos sete anos da lei, os números da violência ainda são crescentes no Brasil, e a cidade de Bacabal não foge a essa realidade. 
 
Na listagem das 300 cidades mais violentas do país, onze delas são do Maranhão. A mais violenta é a cidade de Presidente Dutra, que figura em 33ª colocação no Brasil. É seguida por Imperatriz (124ª), São Luís (125ª), Barra do Corda (186ª), Raposa (229ª), São Mateus (240ª), Caxias (252ª), Porto Franco (268ª), Itinga (283ª), Governador Nunes Freire (289ª) e Pinheiro (290ª).

 No que cinge a violência doméstica o que sei é que em relação aos assassinatos de mulheres, por exemplo, São Luís lidera o número de casos, com 30%. Em seguida, vêm Imperatriz (8%), Timon (4%) e Conceição do Lago Açu (3%).

Não desejamos para a cidade de BACABAL este destaque.  

Confesso que não sei dizer, através de dados estatísticos,  se a violência está aumentando ou se as mulheres é que têm denunciado mais. Fato é que os números são crescentes, todos sabem. Mas minha crença é de que as mulheres é que passaram a ter coragem de denunciar.

Acredito ainda que os debates mais intensos sobre a violência contra a mulher termina por gerar atitude participativa da sociedade e que como consequência passamos a ter instituições públicas  mais preparadas para desempenhar seu papel, mas para isso cada um tem que fazer um pouquinho: um pouquinho de ação e também de fiscalização.... é difícil mas necessário!  

Eu fiquei satisfeita com o evento, que para mim foi alegre e reflexivo. Se renderá bons frutos só o tempo dirá. Eu tenho fé que sim. 

Aproveito agora para agradecer a todos que colaboraram para o evento. Sozinhos nada fazemos. OBRIGADA!!!

Aos que prestigiaram o evento meu carinho incondicional. Aos que não puderam participar, digo que fizeram muita falta. 






































ENQUANTO A GENTE DISCUTIA A VIOLÊNCIA, ELA ERA VITIMA DESSA VIOLÊNCIA. CHEGOU A DELEGACIA NA MANHÃ DE QUARTA-FEIRA PARA DENUNCIAR AS AGRESSÕES DO COMPANHEIRO.