quarta-feira, 24 de julho de 2013

Violência contra a mulher de Imperatriz é tema de pôster na SBPC

Atualmente, um dos maiores problemas domésticos existentes é a agressão física contra a mulher e este problema tem preocupado muito a população. Ameaças, lesão corporal e lesão praticada contra ascendentes, descendentes, irmãos, cônjuges e companheiros são os três maiores tipos de registro realizado na delegacia da cidade de Imperatriz, localizado no Estado do Maranhão, é o que revela os estudos das acadêmicas Rauanne Goveia, Andressa Sousa, sob a orientação da professora Conceição Barbosa, apresentados durante a 65ª Reunião Anual da SBPC, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O trabalho, intitulado “Violências domésticas contra a mulher: Lei Maria da Penha e a análise de suas medidas protetivas no município de Imperatriz”, analisa as maiores causas que levam a mulher a receber essas medidas protetivas que são aquelas no qual, de acordo com a lei e da gravidade do ocorrido, o homem pode sair de casa, ficar longe da esposa, enfim, são medidas que resguardam e protegem a mulher contra o agressor. Segundo as pesquisadoras, foi feita uma análise na delegacia para saber quais ocorrências têm mais entrada e, de acordo com a pesquisa, os dados informam que é por agressão, dos homens para com as mulheres. “A pesquisa, que existe desde 2011, consiste em dois momentos. O primeiro foi essas análises na delegacia, e o segundo foi verificar o pedido de medida protetiva, qual tipo é o mais solicitado. Com todo esse trabalho vimos que há uma cumplicidade entre a delegacia, a Universidade e a sociedade, de forma que todos os problemas e pesquisas têm um retorno para a sociedade e esta se sente assistida quando o assunto é proteção à mulher”, explicam. Elas concluem dizendo que antes a delegacia não tinha estrutura para realizar estes atendimentos, para dar assistência a essas mulheres agredidas e, hoje, o atendimento vai de acordo com a lei. “O Ministério Público interveio para, de alguma forma, ajustar a delegacia para receber casos como esses que ainda acontecem na Cidade. Hoje, qualquer caso de agressão, seja físico ou psicológico, basta procurar a delegacia, registrar o Boletim de Ocorrência que será feita toda a análise, perante o juiz, para que ele homologue o caso e conceda a pena que será dada ao agressor”, concluem.

Fonte: www.portais.ufma.br