quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Treinados por rebeldes, meninos de 14 anos viram "máquinas de matar" na guerra da Síria

  "Aqui desde pequenos já estão empunhando armas de brinquedo... e, quando estão um pouco maiores, os próprios pais os ensinam a utilizá-las de verdade. Aqui não é Ocidente, aqui não se brinca de guerra… Aqui a guerra está a 10 km",

Sobeh, de 15 anos, é o mais veterano dos recrutas, com mais de 50 dias de instrução na academia da Província de Aleppo. "Vim porque meu pai e meus irmãos maiores estão combatendo no ESL e quero ir com eles. Me custou convencer meu pai, mas no final consegui e ele mesmo foi quem me trouxe", conta.

Bashar, de 16 anos, é o mais novato. Seus irmãos o inscreveram na academia. "Meu pai morreu lutando no ESL (...) e quero vingá-lo", afirma. O rapaz nunca esteve em um combate. "Mas já vi nos filmes e na televisão. Sei que não é um jogo e que morre gente… mesmo assim, é onde quero estar", destacou

"Aqui eles entram crianças, mas saem transformados em máquinas de matar", afirma sem rodeios Abdul Rasah, um sargento que abandonou o Exército da Síria e que agora é responsável pelo treinamento de um grupo de cerca de 20 adolescentes de 14 a 18 anos que, em breve e com a autorização dos pais, se somarão às fileiras de rebeldes sírios que combatem as tropas leais do presidente Bashar al Assad

 
Os alunos de Rasah o veem com veneração e respeito absoluto. "Moosab!", grita o instrutor furioso, para que os demais escutem a repreensão. "Você deve matá-los... e não acariciar o peito!", repreendeu a um dos adolescentes. O jovem, de 14 anos, conseguiu desarmar seu inimigo, mas ao ter que fazer o gesto de que iria esfaqueá-lo, em vez de dar um soco no estômago, colocou a mão sobre o peito. Envergonhado, o menino agacha a cabeça

 Fonte: http://noticias.r7.com/