quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Seis pessoas depõem a favor de delegada acusada de crimes em investigação

Relembre o caso

O triplo homicídio que chocou os brasiliense foi descoberto por volta das 20h de uma segunda-feira (31/8/2009). A neta do casal, Virgínia, encontrou as vítimas caídas no chão do apartamento no bloco C da quadra na Asa Sul. Não havia marcas de arrombamento no local e os vizinhos disseram que não ouviram nenhum barulho. A filha de Guilherme e Maria, Adriana Villela, foi presa acusada de ser a mandante do assassinato, mas foi solta por falta de provas.

Seis testemunhas a favor da delegada Martha Vargas foram ouvidas pela 6ª Vara Criminal de Brasília nessa terça-feira (22/1). O processo movido pelo Ministério Público acusa a delegada de falsidade ideológica, fraude processual, denunciação caluniosa, violação de sigilo funcional qualificado e prática de tortura. Os crimes teriam ocorrido quando Vargas era responsável pelas investigações do caso do triplo homicídio ocorrido na 113 Sul, no ano de 2009. Na ocasião, o ex-ministro José Guilherme Villela, 73 anos, sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela e a empregada do casal Francisca Nascimento da Silva, 58, foram assassinados com 72 facadas, ao todo.

Martha Vargas era titular da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) à época. Durante as investigações, a delegada disse ter encontrado na casa de dois suspeitos a mesma chave que abria uma das portas de serviço onde viviam as vítimas. A suposta descoberta levou à prisão dos homens. Laudo pedido pela Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) comprovou a falsidade da prova. O objeto era o mesmo encontrado no apartamento dos Villela no dia em que os corpos foram achados. Ela também teria usado inusitadamente uma vidente para apontar supostas provas e os assassinos do crime.
 
A pedido da Corvida — chefiada pelos delegados Luiz Julião Ribeiro e Mabel de Faria —, Vargas chegou a ser presa, mas teve o pedido de soltura concedido por unanimidade por desembargadores da Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF.

Neste último depoimento, as testemunhas também defenderam o agente da Polícia Civil José Augusto Alves, acusado de fraude processual, denunciação caluniosa e prática de tortura, e o Policial Militar Flávio Teodoro, acusado de tortura.

 Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/