quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Nordeste é “mais feliz”, mas tem maior índice de iletrados do país: realidade merece análise comportamental

Uma pesquisa divulgada no final do ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou o Nordeste como a região mais feliz do país. A média ficou em 7,38.  Em última posição, apareceu o Sudeste, com 6,68.  O Ipea pediu a vários brasileiros que dessem, em uma escala de 0 a 10, uma nota sobre a satisfação pessoal.  A média nacional foi 7,1, que coloca o Brasil na 16ª posição entre 147 países avaliados em uma pesquisa mundial do Gallup World Poll. O IBGE apresentou números que revelam que o Nordeste ocupa um desagradável primeiro posto na educação. A região detém a maior parcela do país de adultos sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (59%) e o mais baixo índice de pessoas com ensino superior completo (7,1%). Paralelamente, a região menos feliz do país é a mais letrada: o Sudeste conta com o mais alto percentual de cidadãos com terceiro grau completo  (13,7%). 

Não tenho levantamento científico para afirmar se a felicidade é inversamente proporcional à escolaridade da população. Mas, ao se cruzar os números das pesquisas do Ipea e do IBGE, verifica-se que na região com escolaridade mais baixa o povo se diz mais feliz. Ter menos informação e menor capacidade de construir um pensamento crítico seria a chave para se viver com menos quetionamentos existenciais, angústias e ansiedade, abrindo espaço para a tal felicidade? Manter o povo ignorante, incapaz de refletir e se apoderar de direitos de cidadão é estratégia dos homens públicos que, assim, conseguem manobrar as massas com mais facilidade?

Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/