quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Funcionários fantamas, espalhados por todo Brasil, não são mortos, nem poucos

MAIS UMA DENÚNCIA  de mau-uso do dinheiro público: a nova prefeitura de Nilopolis, na Baixada Fluminense, afirma que grande parte do funcionalismo municipal é formada por fantasmas. Vai enviar ao Tribunal de Contas do estado e ao Ministério Público Estadual o resultado de uma auditoria.
Nilópolis, na Baixada Fluminense, não é uma cidade assombrada, mas a prefeitura está cheia de fantasmas. É o que diz o novo prefeito. Depois de analisar documentos, afirma ter descoberto funcionários que nunca apareceram para trabalhar.
“Dos 900 contratados, podemos afirmar, pelo levantamento prévio que fizemos, que no mínimo 400 são fantasmas", afirma Alessandro Calazans, do PMN.  Em folhas estão os nomes de 190 funcionários de coordenadorias e superintendências do gabinete do próprio prefeito. Segundo a auditoria, a grande maioria – 147 – jamais foi vista em serviço.  Se os funcionários fantasmas do gabinete do prefeito virassem trabalhadores reais, ficariam amontoados em cinco pequenas salas. Seria uma média de 38 funcionários, com mesas e computadores em um espaço pequeno.
 O município, o menor do estado, ficou nacionalmente conhecido com a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, 12 vezes campeã do Grupo Especial do Rio. Um posto de saúde com equipamentos ainda na caixa ficou fechado por quatro anos. Aos espantar os fantasmas, a nova prefeitura, pretende economizar já no próximo mês.
 “Demitindo os contratados que não trabalham, retirando as gratificações dos funcionários efetivos que não prestam serviço que mereciam as gratificações, nós estamos economizando já no mês de fevereiro R$ 3 milhões”, afirma o prefeito. O ex-prefeito da cidade, Sérgio Sessim, do PP, nega a existência de funcionários fantasmas.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/