terça-feira, 29 de janeiro de 2013

(...)

"Ofende os bons, quem poupa os maus"
 
A verdade inserida neste ditado foi muito bem analisada em uma palestra proferida pelo Professor Luiz Marins. Na sua fala ele diz que “quando somos complacentes com quem não é bom, estamos, na verdade, ofendendo os que são verdadeiramente bons”. Pura verdade! Termina por contaminar todo o ambiente porque vai envolvendo a todos e causando desânimo. Das várias situações que o ilustre professor apontou para mostrar os efeitos negativos dessa complacência com os maus no ambiente de trabalho nenhuma se fez tão adequada para a minha compreensão do fato do que imaginar a própria realidade: imaginemos dois escrivães sob o mesmo estatuto, tendo as mesmas obrigações e exercendo a mesma atividade, em local comum de trabalho e sob as mesmas chefias. Horas de trabalho diferenciadas. E muito! Um chega e sai no horário, o outro, não. Um procura ser competente, o outro não. Um procura ser responsável, o outro, ainda não sabe o que é isso. Um pode usar viatura até para prestar concurso público em outra cidade, o outro, se precisar da mesma, porque precisou trabalhar até mais tarde (flagrante não espera) escuta um não. Já pensou?! E o pior ainda é se por mais de uma vez já ocorreu de o trabalho não ser feito e um pegar a culpa pelo outro só porque as autoridades mesmo conhecendo a realidade decidem pela contínua e permanente complacência. O motivo?! Não sei. Já imaginou que ambiente?! Pessoas erradas sendo tratadas da mesma forma que pessoas certas. Pessoas desonestas com tratamento igual ao das pessoas honestas. Que isso ofende, ofende! O resultado todo mundo sabe. 

Márcia Gardênia Alves Pereira / EPC-MA  
Publicado em 02.02.11/Sinpol-Ma