sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"Certa vez, fui reprovada numa avaliação psicológica admissional porque enfatizei demais minha vontade de crescer na empresa. A política devagar e miúda daquela instituição não visava o crescimento do profissional. Queriam pessoas conformadas que durassem muito tempo no mesmo cargo. A psicóloga metódica já imaginava minha "inadequação" e, como se já tivesse feito muito, lançou ainda uma pergunta fatal só mesmo para constatar suas suspeitas. E eu caí como uma pata. Mas qualquer coisa que eu falasse diferente disso seria mentir pra ela e pra mim mesma. É claro que fiquei revoltada. Outro "forte" argumento que ela usou para me reprovar é que eu era qualificada demais para o cargo... "Ah, tá". Essas pedradas deixam suas marcas. Mas esse mundo irônico dá muitas voltas e certos prazeres. Passei um intenso período trabalhando numa missão que envolvia diretamente advinha quem? Exatamente! Um grupo grande de diretores e gerentes da referida empresa. Claro que não! Sequer citei o nome da psicóloga em tela, até porque não tinha mais o menor propósito reconstituir os fatos agora que já passei neste concurso. M'águas passadas. Mas quem sabe o que significavam aquelas alfinetadas terapêuticas que dei na turma da área de pessoal...Estou contando isso pra dizer que meu "perfil" continua o mesmo. E apesar de ouvir muita besteira de gente babaca que não tem a mínima noção do que está falando, trabalho e vou continuar trabalhando muito para honrar esta camisa que me veste de orgulho, embora essa atitude desagrade a muitos, como vocês devem saber. Esse é o meu jeito. Minha marca. Minha fome de crescer. Não consigo, não quero e não vou ser diferente. É esse o meu compromisso..."
                   Fonte:  http://mulhernapolicia.blogspot.com.br/search/label/Filosofia%20policial