domingo, 8 de abril de 2012

Preservativo feminino

A partir do próximo mês de maio, o Ministério da Saúde iniciará a distribuição do primeiro lote dos 20 milhões de preservativos femininos adquiridos pelo Governo. Entre muitas resistências que ainda são obstáculos para o uso popular do meio contraceptivo e preventivo às Doenças Sexualmente Transmissíveis, grupos feministas defendem a camisinha feminina como mais uma forma de autonomia para as mulheres.

Um exemplo desses grupos é a Rede Feminista de Saúde de Pernambuco (RFS-PE). Gigi Bandler, representante da Rede e do grupo Loucas da Pedra Lilás, em entrevista a Adital, fez críticas ao Governo em relação à demora pela aquisição dos produtos. "É uma ótima notícia, pois o custo desse tipo de preservativo é muito alto. É de preço proibitivo para o SUS [Serviço Único de Saúde], mas seria uma grande vantagem para o planejamento reprodutivo. Em nosso país, há a carência de campanhas sobre todos os métodos. A notícia dessa distribuição deve ser divulgada, pois esse preservativo é um método de barreira à gravidez e às DSTs bem como de controle corporal. Há muito já esperava a realização dessa campanha que é uma obrigação do próprio Governo. Contudo, mais do que o custo, ainda falta o ensinamento para o uso”, disse.

Pouco utilizada e cercada de tabus, a camisinha feminina é tão eficaz quanto a versão masculina na prevenção às DSTs. E pode ser uma aliada das mulheres que se sentem constrangidas ao pedirem que seus parceiros coloquem o preservativo. Além de ser um símbolo de autonomia feminina, mostra que é possível se proteger independente da iniciativa do seu parceiro.