segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Iniciada qualificação profissional de mulheres apenadas no Maranhão


“Quero aprender novas coisas, é uma nova chance de mudar e seguir uma nova vida quando sair daqui”. Esse é o desejo de Itaynara Marques, 19 anos, uma das 32 mulheres que cumprem pena na unidade prisional feminina de Pedrinhas, que estão participando do Programa Mulheres Mil, iniciado na tarde desta quinta-feira (10), em sala de aula e laboratório preparados naquele complexo penitenciário. O Programa – que visa a qualificação técnico profissional e a reintegração social de apenada – foi estabelecido por convênio celebrado entre o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (SEJAP) e a Defensoria Púbica do Estado (DPE-MA).
Professores do IFMA ministrarão aulas nas áreas de Manipulação e Conservação de Alimentos e também em Artesanato. As alunas receberão uma bolsa de estudo no valor de R$ 100. Os cursos devem acontecer até o mês de junho de 2012. Além das aulas práticas, as alunas terão disciplinas com abordagem a respeito da Lei Maria da Penha, boas práticas de fabricação, comportamento no mercado de trabalho e de retorno à sociedade. Para o desembargador Froz Sobrinho, coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerária (TJMA), a parceria proporciona aos presos do Maranhão e do Brasil a possibilidade de cumprir as normas da Constituição Federal e da legislação pertinente, no caso a Lei da Execução Penal. “Estamos fazendo um trabalho de inserção social dos presos nos programas, nas políticas públicas para que eles possam realmente voltar ao convívio social. Esse trabalho também diminui o custo do sistema, vez que três dias de capacitação equivale à redução da pena em um dia”, explicou o desembargador. De acordo com a gestora do Programa Mulheres Mil no Maranhão, Maria Tereza Fabbro, os cursos oferecidos colaboram para preparar as mulheres no retorno ao mercado de trabalho. “Seja na forma de cooperativa, economia solidária, empreendedorismo ou carteira de trabalho, elas vão estar bem mais preparadas para trabalhar com a manutenção correta de alimentos e na área de artesanato”, ressaltou.
Fonte: http://www.tjma.jus.br/site/ Andréa Colins.